Para Minc, não há motivos para comemorar queda no desmatamento da Amazônia

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou não haver motivos para comemorar a queda de 25% no índice de desmatamento da Amazônia divulgado, nesta terça-feira (29), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). ¿Apesar da queda significativa, este desmatamento é inaceitável¿, afirmou o ministro.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |


Agência Brasil
Para ministro, desmatamento é inaceitável
De acordo com o estudo ¿ que mediu o desmatamento por meio de imagem de satélites ¿ em junho foram degradados 870 km² contra 1.096 km² (o equivalente ao município do Rio de Janeiro) em maio.

O ministro atribuiu a queda no número de desmatamento às operações da Polícia Federal (PF) Arco de Fogo e Guardiões da Floresta, de combate a exploração ilegal de madeira. Desde o início do ano, o número de operações lideradas pela PF e também pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) na Amazônia subiu de 25 para 45 por dia.

Na avaliação do ambientalista, também contribuiu para a redução nos índices de desmatamento florestal outras medidas, como o uso de satélite na fiscalização e a Resolução do Banco Central que bloqueia o crédito para produtores rurais que tenham desmatado ilegalmente suas propriedades.

A redução do desmatamento não tem nada a ver com sorte; é fruto de trabalho, trabalho e trabalho, reforçou Minc. 

Segundo os dados do INPE, os estados que apresentaram maior redução no índice de desmatamento foram o Mato Grosso ¿ que passou de 645km² em maio para 197 km², em junho ¿ e o Pará; que reduziu de 1230km² (maio) para 760km² (junho).

Boi pirata

O ministro Carlos Minc aproveitou para criticar o fracasso do terceiro leilão dos bois piratas, como foram apelidados os animais apreendidos em propriedades não regularizadas, fiscalizadas pelo IBAMA.

Minc explicou que o órgão não conseguiu vender os três mil bois na segunda-feira (28) porque uma decisão judicial do Tribunal Regional da 1ª Região (TRF1) impedindo a queda de preço do rebanho afastou os compradores.

Não foi por falta de comprador, mas um juiz achou que o preço era vil e impediu o a venda. Seguimos todas as regras, agora espero que o juiz que entrou com essa liminar caia na razão, disse.

Inicialmente, o preço dos bois estava avaliado em R$ 3,9 milhões, mas a falta de interessados no negócio estimulou o Ibama a baixar o preço do lote em 60%, o que foi considerado ilegal pelo juiz.

As áreas jurídicas do IBAMA e do Ministério do Meio Ambiente vão recorrer ao TRF da decisão liminar. Se a liminar for suspensa, e a venda com desconto autorizada, o leilão ocorrerá na próxima terça-feira (5). Se a liminar for mantida, os órgãos vão avaliar uma nova estratégia.

A venda dos bois é importante, mas o que importa, é que conseguimos com essas medidas reduzir o desmatamento em terras anteriormente desprotegidas, ponderou Minc. 

O relatório completo está disponível no site do Deter .

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