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Para Mauricio de Sousa, filho seqüestrado foi herói

Para mim, meu filho foi um pequeno herói, um heroizinho, ao ficar ao lado da mãe¿, disse o desenhista Mauricio de Sousa, emocionado e sorridente, sobre o fim do seqüestro de 18 dias de seu filho Marcelo de Sousa, de 9 anos. O menino, sua mãe, Marinalva Pereira dos Santos, e seu meio-irmão por parte de mãe, Vitor Hugo, de 2 anos, foram seqüestrados na noite de 19 de março em São José dos Campos, onde moram, e libertados, na noite de domingo, de um cativeiro no meio da mata atlântica, em São Sebastião, no litoral norte.

Agência Estado |

Sempre fui otimista. Acredito no bem e vou continuar acreditando sempre, disse Mauricio, no final da madrugada de ontem, depois de reencontrar o filho.

Na noite do crime, as vítimas estavam em casa, em uma chácara no Bairro Interlagos, quando cinco homens armados chegaram à mercearia da família de Marinalva. Obrigaram os funcionários a entregar o dinheiro do caixa e diziam que queriam o filho de Mauricio. Eles já sabiam de tudo. Sabiam quem queriam seqüestrar, contou um policial que não quis se identificar. Cerca de dez pessoas, funcionários, clientes e os pais de Marinalva, foram levados para dentro da casa da família, atrás da mercearia, onde foram feitas reféns por duas horas.

Os seqüestradores iam levar apenas Marcelo, mas a mãe pediu para ir junto. Ela, Marcelo e Vitor Hugo foram levados em dois carros da família, um Astra e um Kadett, localizados no dia seguinte. A partir daí, foram dez dias de silêncio. O primeiro contato foi feito em 29 de março, quando o serviço de inteligência da Polícia Civil começou a monitorar os integrantes do bando. As ligações eram feitas para a casa de Mauricio e para a família de Marinalva. Nesse período, os pais dela não abriram a mercearia, e Mauricio precisou tomar calmantes.

Não maltrataram a gente, davam comida, mas, mesmo assim, não foi fácil, contou Marinalva. Segundo ela, os integrantes falavam que queriam quantias exorbitantes, como R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões. A polícia não confirmou o valor exigido pelos bandidos. O que podemos garantir é que não houve pagamento de resgate, disse o delegado responsável, Leon Nascimento Ribeiro.

Na tarde de domingo, Peterson Nascimento de Souza, Felipe Douglas dos Santos e Priscila Nascimento foram presos em um posto de gasolina em São José dos Campos e informaram o local do cativeiro. Após reencontrar o filho, Mauricio de Sousa fez um desabafo: Eu desejo que, nesse País, a gente possa melhorar esse clima de insegurança e incerteza. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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