Para Marina,licença de Lula para ajudar Dilma mostra insegurança

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se licenciar do governo antes da eleições presidenciais, para se dedicar integralmente à campanha da ministra Dilma Rousseff, é uma demonstração de insegurança do PT com o processo político, segundo a senadora Marina Silva (PV-AC). Liderar um país como o Brasil requer uma afirmação dos postulantes a essa liderança. Isso é algo que não se pode deixar para depois de ganhar as eleições, disse a jornalistas Marina, pré-candidata do PV à Presidência. O momento de ganhar as eleições é também o momento de ganhar a afirmação dessa liderança.

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"Se isso (a licença de Lula) se confirmar, talvez seja uma certa insegurança com o processo político", acrescentou.

A senadora ressaltou que há três anos o presidente Lula se empenha em dar visibilidade e notoriedade a Dilma.

Marina alertou que "existe uma zona cinzenta do que é atividade de gestor e o que é campanha", referindo-se à participação de Dilma, pré-candidata, em atos do governo. "O cuidado deve ser redobrado.

Para a senadora, partidos pequenos como o PV, que tem poucos minutos na mídia e problemas de infraestrutura e recursos, usam a estratégia do "animal perna curta". "Quem tem perna curta precisa correr na frente."

Em Brasília, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), negou que o presidente cogite se licenciar do cargo, mas um ministro do governo informou à Reuters que essa possibilidade de fato existe. O que não há, segundo a fonte, é data marcada nem cenário político para já definir isso.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; edição de Alexandre Caverni)

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