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Para historiador britânico, Beatles e Stones foram cínicos capitalistas

LONDRES ¿ Os Beatles e os Rolling Stones não foram heróis da contracultura, mas capitalistas que exploraram cinicamente a cultura jovem dos anos 1960 com fins exclusivamente lucrativos, segundo um historiador britânico.

EFE |

O fato de terem sido tão populares não os transforma em ícones de toda uma geração, ao menos para David Fowler, da Universidade de Cambridge, no estudo "A Cultura Jovem na Moderna Grã-Bretanha".

"Eram jovens capitalistas que, longe de desenvolver uma cultura jovem, exploraram os jovens promovendo uma cultura de adoração cega dos admiradores, vozerio insensato e consumismo passivo entre os adolescentes", afirmou.

Para Fowler, nem os Beatles nem os Rolling Stones estavam interessados em se tornar porta-vozes dos jovens de sua geração, e a única coisa que os interessava era vender discos.

O historiador afirma que o "mod", movimento que começou no norte de Londres e se estendeu por todo o Reino Unido em três anos, foi um fenômeno mais importante do que os Beatles, pois geraram o primeiro movimento jovem caracterizado por sua mobilidade geográfica.

No entanto, Fowler considera que o autêntico pioneiro da cultura juvenil do Reino Unido no século XX foi Rolf Gardiner.

Durante sua passagem por Cambridge nos anos 1920, Gardiner, um admirador do escritor D.H. Lawrence, formulou seu ideário para a juventude, que devia se expressar mais livremente e se atrever a contrariar as opiniões de seus pais.

Fowler também rejeita as acusações que consideram Gardiner um simpatizante do nazismo.

"Só queria fazer amizades. Era um idealista. Indivíduos como Rolf Gardiner foram os autênticos subversivos do ponto de vista cultural: estrelas do pop antes de estas sequer existirem", disse.

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