A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que o entendimento do governo é de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras não vai afetar os investimentos da estatal. Nós esperamos que não.

Agora, não sei como vai ser a CPI. Como vão olhar internacionalmente (a investigação sobre a empresa). O governo está otimista. O governo acha que não vai afetar (os investimentos)", afirmou Dilma, após a apresentação do balanço do Programa de aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo a ministra, a CPI tem de ser conduzida com serenidade. "Está em jogo a maior empresa do País, que ocasionalmente tem uma das maiores riquezas que teremos para as próximas gerações, que é o pré-sal", afirmou. Dilma Rousseff afirmou que poucas empresas tem um nível de controle contábil que a Petrobras tem. Para ela, ninguém é ingênuo de supor que um estrangeiro vai investir em ações da estatal sem controlar a contabilidade da empresa.

Dilma lembrou que os Estados Unidos já passaram por experiência ruim, que foi a quebra da Enron, que escondia o seu balanço financeiro. Depois, disse ela, os EUA criaram uma lei para avaliar criteriosamente as empresas e seus balanços. "Tem várias exigências e a Petrobras segue rigorosamente essas exigências", disse. Ela afirmou ainda que a estatal não pode ser analisada como uma prefeitura ou como uma microempresa. "A Petrobras é extremamente complexa. Tem uma quantidade enorme de contratos e tem um processo que tem que ser considerado que é a respeitabilidade."

Expediente

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que dará mais expedientes em Brasília para atender as demandas da CPI. Ele afirmou estar tranquilo sobre as denúncias e que a preocupação é com a imagem da empresa. Ele avaliou que as comissões parlamentares de inquérito, por tradição, seguem o ciclo que leva em conta especialmente o noticiário dos grandes jornais. "As vezes, o problema não está na CPI. Está na imprensa", disse.

Para ele, é comum, nesses momentos de funcionamentos de CPIs a publicação de denúncias que depois não são confirmadas. "Vou tentar evitar o circo." Sobre a mudança no sistema de contabilidade da empresa, Gabrielli afirmou que "a disputa entre contribuinte e Receita Federal é normal". "Estamos tranquilos para dar todos os esclarecimentos."

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