Para Genro, filmagens não serão proibidas na Câmara

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou hoje não acreditar que o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), proíba filmagens de investigação no Legislativo. Acredito que não vai ocorrer (esse veto); proibir filmagens de investigação em local público, certamente, não é uma boa recomendação para um processo investigativo, disse.

Agência Estado |

Genro exemplificou: "Se não puder filmar, não se filmará. Mas aí poderá ocorrer um certo problema, por exemplo, de pessoas que são suspeitas escolherem os corredores da Câmara para fazer contatos ilegais e, dessa forma, estarem protegidas por essa impossibilidade de fiscalização da polícia."

Apesar do alerta, ele disse que não há conflito de Poderes - entre a Polícia Federal (PF) e a Câmara - e que acatará qualquer recomendação de Chinaglia. "Pois quem manda lá dentro do ambiente é o presidente da Câmara." Genro negou que a PF tenha cometido excessos nessa investigação, destacando que a instituição trabalha com limites determinados pela lei e os cumpre rigorosamente. "A PF não filmou o deputado Paulinho (Paulo Pereira da Silva, do PDT de São Paulo), filmou um cidadão que estava sendo seguido e o fez num lugar público, sem devassar qualquer gabinete e sem adentrar no plenário", argumentou.

O ministro da Justiça disse, contudo, que o presidente da Câmara poderá fazer uma recomendação para que ocorra algum tipo de comunicação da PF antes dessas filmagens. E disse que, se houver isso, a recomendação será cumprida pela instituição. Genro disse que recebeu a manifestação de Chinaglia (sobre as filmagens da PF na Câmara para a Operação Santa Tereza) "com absoluta naturalidade". Ele voltou a dizer que não existe disputa entre as duas instituições e nem de poder. As afirmações do ministro foram feitas após a cerimônia de posse do novo superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra.

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