denúncia e do pedido de prisão preventiva contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, apresentados nesta terça-feira pelo promotor Francisco Cembranelli, pela morte da menina Isabella Nardoni. Eles acreditam que o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri (Santana), aceitará a denúncia contra o casal, mas não deve endossar o pedido de prisão preventiva." / denúncia e do pedido de prisão preventiva contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, apresentados nesta terça-feira pelo promotor Francisco Cembranelli, pela morte da menina Isabella Nardoni. Eles acreditam que o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri (Santana), aceitará a denúncia contra o casal, mas não deve endossar o pedido de prisão preventiva." /

Para especialistas, juiz deve rejeitar prisão de pai e madrasta de Isabella

SÃO PAULO - Especialistas divergiram sobre a decisão da http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/06/romotor_pede_prisao_preventiva_de_alexandre_nardoni_e_ana_carolina_jatoba_1299771.htmldenúncia e do pedido de prisão preventiva contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, apresentados nesta terça-feira pelo promotor Francisco Cembranelli, pela morte da menina Isabella Nardoni. Eles acreditam que o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri (Santana), aceitará a denúncia contra o casal, mas não deve endossar o pedido de prisão preventiva.

Agência Estado |

O casal foi denunciado por homicídio triplamente qualificado: meio cruel (agressões e asfixia), assegurar a execução ou ocultação de outro crime (decidiram jogar a vítima para esconder as agressões) e impossibilidade de defesa. Eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão caso seja julgados e condenados pelo crime de homicídio.

Pela alteração da cena do crime (a tentativa de apagar as manchas de sangue), a pena varia de seis a quatro anos de detenção. Se isso ocorrer Alexandre poderá, ainda, pegar uma condenação de seis meses a um ano, a mais que a mulher, por ser pai da vítima.

O juiz aposentado Luiz Flávio Gomes achou que o promotor fez uma denúncia coerente para o caso, mas ficou em dúvida quanto às qualificadoras, que poderiam ser duas ou três. Ele acredita que a última qualificadora 'não deve passar'.

Isabella Nardoni em foto de arquivo
Gomes se refere ao 5º inciso (para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime). No caso da morte de Isabella, seria o fato de ela ter sido jogada do 6º andar para que as agressões graves da madrasta fossem ocultadas.

"No meu ponto de vista, seria homicídio duplamente qualificado: com emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima", disse Gomes. "Acredito que o juiz (Maurício Fossen) não aceite o pedido de prisão. Os indiciados não se enquadram nos princípios da lei."

Outros especialistas - que pediram para não ser identificados - também divergiram sobre homicídio duplamente e triplamente qualificado. Eles disseram que a denúncia dever passar, mas o pedido de prisão será negado. As informações são do "Jornal da Tarde".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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