Para especialista, equipe exclusiva é fundamental para transplantes

Referência mundial em transplantes, a Espanha tem uma das leis mais avançadas e liberais sobre doação de órgãos. Todo cidadão espanhol diagnosticado com morte cerebral é um doador em potencial.

Agência Estado |

Isso, no entanto, não é o que explica o sucesso do sistema.

O coordenador do serviço de transplantes renais da Universidade de Barcelona, Josep Campistol Plana, afirma que a profissionalização dos responsáveis pela identificação de doadores e a dedicação exclusiva foram os fatores fundamentais para o país atingir a marca de 34,3 doadores por milhão de pessoas (pmp), em 2007. No Brasil, essa taxa foi de 5,75 pmp, no mesmo ano.

Para o especialista, a estruturação para busca de órgãos é fundamental para ajudar a dinamizar a fila de transplantes e a diminuir a recusa familiar. O profissional é treinado para identificar a morte cerebral e fazer a abordagem das famílias. "Há aproximadamente 20 anos, se criou na Espanha a Organização Nacional de Transplantes (ONT), que organizou e, principalmente, profissionalizou a procura de órgãos."

A Espanha é líder em transplantes a quase dez anos. De acordo com Plana, essa posição está nos doadores cadáveres. "Com 45 milhões de habitantes e, por exemplo, mais de 2 mil transplantes renais por ano, dos quais praticamente 95% são doadores cadáveres."

E, apesar de a lei permitir que se faça a retirada dos órgãos sem a permissão da família, o especialista afirma que isso nunca é feito. "A Espanha tem uma lei bastante aberta e progressista, mas nunca fazemos isso (retirada dos órgãos) sem pedir a autorização. Por isso, as negativas são baixas." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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