Para diretor, Glória Pires é a base do filme sobre Lula

Quatorze anos depois de O Quatrilho (1995) ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o diretor Fábio Barreto teve a certeza de que precisaria novamente da atriz Glória Pires para o que considera seu filme mais maduro. Não entendia por que fazer um filme do Lula, mas quando li o roteiro descobri uma história que não conhecia.

Agência Estado |

Muita gente como eu não sabe desse passado", disse Glória Pires, ontem, durante entrevista coletiva depois da exibição do longa "Lula - O Filho do Brasil" a jornalistas em São Paulo. Glória interpreta Dona Lindu, a mãe de Lula.

A atriz é a base do filme, na opinião do diretor. "Sempre foi a Glória. Se ela não topasse, não teria filme. Eu sabia que seria difícil achar o Lula, mas precisava da Glória." Com orçamento de R$12 milhões, "Lula - O Filho do Brasil" deve estrear também na Argentina, em março, e depois em outros países da América do Sul.

Este é o primeiro longa de Rui Ricardo Diaz, que vive Lula. Inicialmente, ele fez teste para ser um sindicalista, e reprovado. "Fiz uma segunda tentativa, para enfermeiro. Barreto gostou e me chamou para ser Lula."

A vida de Luiz Inácio da Silva, do menino do sertão até o líder sindical em São Bernardo - não há passagens enquanto presidente -, ganha ares heroicos. Previsto para ser lançado no dia 1º de janeiro de 2010, o filme é baseado no livro da jornalista Denise Paraná, mas transcende a biografia e ganha tons de "Dois Filhos de Francisco" (2005), de Breno Silveira.

Na tela, Lula é um garoto de inteligência acima da média, que tem a infância reprimida pelo pai e desde cedo ouviu a mãe, Dona Lindu, dizer que ia ser "alguém na vida". A nobreza de caráter e os bons princípios o acompanham. Adulto, Lula é também bom marido, homem da casa e líder de massa. As informações são do Jornal da Tarde.

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