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Para Dinamarca, acordo climático foi melhor que nada

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, defendeu ontem o bastante criticado acordo climático resultante da conferência patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague. Segundo Rasmussen, o acordo obtido foi melhor que nada.

Agência Estado |

Ele disse que o encontro seria um fracasso se não houvesse resultado algum e notou ainda que a presença dos chefes de Estado foi fundamental para se romper o impasse na reta final.

O resultado do encontro no qual a Dinamarca atuou como anfitriã "não foi um resultado ruim", disse Rasmussen à emissora TV2. "Nós fomos capazes de levar à mesma mesa os Estados Unidos, China, Índia, Brasil, África do Sul, Europa, países pobres e pequenas ilhas, para fechar um acordo em Copenhague", disse.

O Acordo de Copenhague foi bastante condenado como um pacto que excluía os pobres, no momento em que o mundo é ameaçado por desastrosas mudanças climáticas. O acordo não tem força de lei, foi feito após duas semanas de negociações tensas e fechado por líderes de EUA, China, Índia, Brasil, África do Sul e as mais importantes nações da Europa.

A conferência da ONU estabeleceu um compromisso de limitar o aquecimento global em no máximo 2ºC. Não ficaram expressas, porém, as importantes metas para redução das emissões de gases causadores do efeito estufa para 2020 e 2050. Essas metas são consideradas cruciais para evitar o aumento das temperaturas. O acordo também promete o envio de US$ 100 bilhões a nações pobres, que podem ser as principais vítimas do aquecimento global, mas não fixa como esses pagamentos devem ser feitos.

Críticas

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou hoje que um pequeno grupo de países acabou atrapalhando o acordo, ao esperar benefícios financeiros com o pacto. Em um podcast que deve ser divulgado ainda hoje, Brown elogia o fato de haver um acordo, mas adverte que lições foram aprendidas sobre a forma de conduzir essas negociações.

O premier notou que é importante evitar o impasse ocorrido em Copenhague, que "ameaçou" as negociações. Ele não mencionou nenhum país especificamente, mas o secretário britânico para Mudanças Climáticas, Ed Miliband, acusou anteriormente a China de "sequestrar" a conferência, ao bloquear um acordo com força de lei. Em artigo escrito no jornal britânico "The Guardian", Miliband acusou também Sudão, Bolívia e outros países latino-americanos não especificados de atrapalharem um acordo.

Já o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou hoje que Pequim teve um papel "importante e construtivo" nas negociações em Copenhague. As declarações foram divulgadas em entrevista à agência estatal Xinhua.

A China é o maior emissor de gases causadores do efeito estufa no mundo, à frente dos EUA. Segundo Wen, o Acordo de Copenhague estabelece "metas de longo prazo" para a comunidade global. O primeiro-ministro chinês afirmou que seu país deseja "trabalhar com todos os lados, usando o encontro de Copenhague como um novo ponto de partida para o completo cumprimento dos compromissos". As informações são da Dow Jones.

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