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Brasil
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Para Dilma, Brasil e Chile vivem situações diferentes

A possível candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, comentou hoje o resultado das eleições no Chile, em que a presidente Michelle Bachelet, apesar da alta popularidade, não conseguiu eleger o aliado Eduardo Frei seu sucessor. Para Dilma, a falta de unidade da esquerda chilena é motivo de preocupação, quando se compara com o cenário brasileiro.

Agência Estado |

Sobre a dificuldade de Bachelet transferir votos para Eduardo Frei, a ministra lembrou que Brasil e Chile vivem situações diferentes e que Frei já foi presidente, em um período de grandes dificuldades.

"Em que pese eu não ser pré-candidata, acho que a eleição do Chile pode colocar alguma preocupação em uma agenda para o Brasil, como a importância da unidade da centro-esquerda, porque lá eles foram desunidos. Porém, tem características diferentes. Eduardo Frei foi presidente do Chile, em uma situação difícil, em um momento de crise econômica. É compreensível que não ficasse claro se ele seria continuidade do governo dele ou do governo dela (Bachelet)", analisou Dilma.

A ministra deu entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e fez questão de ressaltar várias vezes que ainda não foi oficializada candidata à Presidência. Quando respondia a perguntas sobre controle da mídia, liberdade de expressão e iniciativas do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Dilma fez questão de diferenciar o governo Lula do venezuelano. "Não há nenhuma similaridade entre o nosso governo, a nossa proposta, o nosso País e a Venezuela e o presidente Chávez. Ele é (resultado das) circunstâncias da Venezuela. Eles têm suas características, suas propostas são coincidem com as nossas. Não temos o mesmo tratamento para capital estrangeiro, para a forma como se faz qualquer atividade pública", comparou a ministra.

Dilma defendeu a liberdade de expressão e disse que não ficaram claras até hoje as propostas existentes dentro do governo Lula para controle social da mídia. "Acredito que uma das pedras básicas da democracia é a liberdade de expressão. A liberdade de imprensa é algo que não se pode transigir. O governo Lula jamais se definiu como se fosse fazer qualquer tipo de controle sobre a mídia. Se me perguntar se tem conferências realizadas pelo governo que defendem isso, eu digo que tem. Mas o controle da sociedade pela mídia... nunca fica claro do que se trata, como seria isso", respondeu a ministra.

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