A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou aos países que registram casos de hanseníase dois indicadores do Brasil: a proporção de jovens que são diagnosticados com menos de 15 anos e os registros de pacientes com alto grau de incapacidade em razão da doença, como deformações no corpo, de acordo com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde. Esses dois indicadores recomendados pela OMS servem para avaliar a precocidade ou não do diagnóstico realizado no paciente.

Os dados orientam ações para melhorar a vigilância sobre doença, o que contribui para diminuir o número de casos.

Em jovens, de acordo com o ministério, o indicador possibilita acompanhar o índice de transmissão da doença em anos recentes, já que, quando há notificação em pessoas com menos de 15 anos, o indicador aponta que adultos que têm contato com os menores estão passando hanseníase e não tem diagnóstico - consequentemente, não obtêm o tratamento e mantêm funcionando a cadeia de contaminação.

Já quanto ao porcentual de casos com grau de incapacidade, o indicador aponta o diagnóstico tardio e alerta para a necessidade da busca por novos casos. Segundo o ministério, isso feito, o tratamento deve ser começado imediatamente, o que também ajuda a reduzir a transmissão da hanseníase para mais pessoas.

AE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.