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Para Apeoesp, reajuste não acalma professores

O presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro, reclamou hoje do reajuste salarial de até 12,2% anunciado pela Secretaria de Educação do Estado. A proposta é de que, para uma jornada de 40 horas, um professor receba o piso de R$ 1.

Agência Estado |

309,17 (1ª a 4ª série) ou R$ 1.501,50 (5ª a 8ª série e ensino médio). O sindicato, no entanto, defende um mínimo de R$ 2 mil desde o ensino básico.

Os professores paulistas estão em greve desde segunda-feira, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Pedem ainda a revogação do decreto que limita as transferências de professores entre escolas e institui provas anuais para seleção de professores contratados. Segundo Ramiro, a adesão à greve chegou a 73% em todo o Estado hoje. A secretaria, no entanto, sustenta - como faz desde segunda-feira - que só 2% dos docentes deixaram de ir às escolas hoje. Amanhã, os professores farão nova assembléia para decidir os rumos do movimento, às 14 horas, na Avenida Paulista. Ramiro espera que o encontro reúna 50 mil trabalhadores.

O presidente do sindicato disse que teve hoje o segundo encontro com a secretária de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, desde o início da greve. Mesmo assim, as negociações pouco avançaram. Na terça-feira, ela ouviu as reivindicações dos sindicalistas. Hoje, apresentou a proposta de aumento. "O reajuste anunciado, sem dúvida, foi resultado da greve", afirmou Ramiro. "Mas a proposta não contempla nossa reivindicação, nem acalma os ânimos dos manifestantes."

Na reunião de hoje, relata Ramiro, a secretária acenou com a possibilidade de "abrir um processo de discussão" sobre o decreto criticado pelos sindicalistas. "Ela disse que aceitará sugestões de entidades. Nós já entregamos as nossas, que implicam praticamente na revogação do decreto", disse o presidente do sindicato. "Sem a revogação do decreto, a negociação fica muito difícil. Se eles não arredam o pé, nos também não arredamos."

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