Para Amorim, crise global atrapalha avanço do Mercosul

BRASÍLIA - O chanceler brasileiro, Celso Amorim, atribuiu à crise mundial as dificuldades de integração entre os países do Mercosul e afirmou que o comércio em moeda local entre as quatro nações do bloco pode ser antídoto aos atuais impasses econômicos.

Reuters |

Brasil e Argentina - protagonistas de diversos contenciosos comerciais-- já negociam em moeda local, embora o percentual das trocas em peso e em real seja ainda muito tímido.

"Há uma crise no mundo, e isso acaba tornando as medidas de integração mais difíceis. Eu não creio que haja uma crise no Mercosul, não vejo isso", justificou a jornalistas o ministro das Relações Exteriores, em Assunção, onde ocorre uma cúpula do bloco.

A integração do Mercosul - composto também por Uruguai e Paraguai, além de Chile e Bolívia como membros associados - é constantemente colocada em dúvida. Apesar da proposta, os quatro sócios plenos sequer atuaram em conjunto nos piores momentos da crise.

"(O comércio em moeda local) pode, de alguma maneira, nos ajudar a isolar os problemas do comércio", acrescentou Amorim.

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