Os amigos do empresário Arthur Sendas, assassinado dentro de casa em 19 de outubro, vão pagar anúncios em jornais oferecendo R$ 50 mil a quem der informações que levem ao mandante do crime. O motorista de Sendas, Roberto Costa Júnior, foi preso dois dias depois do assassinato e confessou ter matado o patrão porque ele não teria lhe emprestado dinheiro.

Amigos e advogados do empresário não acreditam na história do motorista e afirmam que há um mandante por trás do crime.

"As características do caso levam à conclusão de que houve um mandante. O motorista disse em depoimento que não tinha dinheiro e que estava precisando de um empréstimo. Ora, há fotos que mostram o motorista bebendo champanhe dois dias antes do crime num baile funk. Quem está com dívidas pode fazer isso? Essa atitude é completamente contraditória à versão da defesa", contesta o advogado Cláudio Costa, que atua no caso.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou hoje o pedido de liberdade de Costa Júnior. Segundo a Corte, para o ministro Felix Fisher, da Quinta Turma, estão comprovadas as circunstâncias que levaram à prisão do suspeito. A defesa do motorista alegava constrangimento ilegal por conta da decisão do desembargador Paulo de Tarso Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), de decretar a prisão preventiva dele.

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