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Para Ajufe, prisão de juiz pela PF é desconfortável

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Walter Nunes da Silva Júnior, classificou hoje como desconfortável e algo que impacta a categoria a prisão temporária de um juiz na Operação Pasárgada, da Polícia Federal (PF), que desbaratou um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para prefeituras em débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Silva Júnior, porém, disse que está preocupado com o desgaste do Poder Judiciário e com o que considera uma tendência da imprensa de enaltecer demais as ações policiais - o que, na opinião dele, favorece a idéia de um estado policialesco, no qual a sociedade fica a aplaudir os órgãos policiais como se eles estivessem fazendo Justiça.

Agência Estado |

Silva Júnior destacou que os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pelo juiz-corregedor do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), no Distrito Federal, Jirair Aram Meguerian. "A polícia está cumprindo as determinações judiciais. Quem está determinando é o Poder Judiciário", afirmou. "A prisão do juiz foi determinada por outro juiz."

Segundo o presidente da Ajufe, a Justiça costuma sair desgastada nas operações da PF, diante da imagem de que "a polícia prende e depois o Judiciário vai lá e solta". O juiz e quatro funcionários da Justiça Federal em Belo Horizonte foram presos ontem, na capital mineira. O magistrado foi levado para Brasília, onde hoje prestaria depoimento a Meguerian. A PF não divulgou oficialmente os nomes de todos os suspeitos presos, alegando que o inquérito está sob sigilo.

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