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Reuters
Por Fernanda Ezabella SÃO PAULO (Reuters) - O papa Bento 16 participa neste domingo da sessão inaugural da 5a Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em que 162 bispos definirão as diretrizes regionais da Igreja para a próxima década. Estarão presentes 22 delegados brasileiros.
A primeira conferência aconteceu no Rio de Janeiro, em 1955. As três seguintes contaram com o papa na inauguração e ocorreram em Medellín (Colômbia), em 1968, Puebla (México), em 1979, e Santo Domingo (República Dominicana), em 1992.
Conheça alguns fatos sobre essas conferências:
SANTO DOMINGO, 1992
-- Tema: 'situação e perspectivas da família e da vida na América'.
-- Relembrou os 500 anos do início da evangelização do Continente americano. A cidade foi a primeira parada de Cristóvão Colombo no continente, em 1492.
-- Contou com presença inaugural de João Paulo 2o, que já havia conseguido nomear muitos bispos na região identificados com o novo perfil conservador do Vaticano. A Teologia da Libertação, corrente teológica disseminada na década anterior pela América Latina, passa por pressão e dificuldades.
-- Documento final reafirma a linha definida pela conferência anterior, de Puebla, com a preferência pelos pobres e jovens.
-- Assume questão da inculturação --diálogo para se aproximar das culturas onde a Igreja está inserida, sem impor colonialismo-- e afirma importância dos leigos dentro da Igreja.
PUEBLA, 1979
-- Tema: 'o presente e o futuro da evangelização na América Latina'
-- Período de neoconservadorismo ou de restauração da Igreja. Documento final de Puebla sofre modificações em Roma.
-- Duas decisões importantes da conferência: preferência pelos pobres e pelos jovens.
-- Presença de João Paulo 2o. Apesar do debate sobre Teologia da Libertação, o papa frisou em seu discurso que a conferência se tratava de pastores, não de políticos, e que estes deviam ser orientados pelo Evangelho, e não por ideologias ou política.
MEDELLÍN, 1968
-- Tema: 'a Igreja na presente transformação da América Latina, à luz do Concílio Ecumênico Vaticano 2o'.
-- Na opinião do professor do Departamento de Teologia da PUC-SP Wagner Lopes Sanchez, foi a mais progressista e profética das conferências.
-- Marca o momento de desenvolvimento da Teologia da Libertação e aponta para uma releitura do Concílio Vaticano 2o a partir dos desafios da América Latina.
-- Contou com a presença do papa Paulo 6o, em sua única viagem à América Latina.
RIO DE JANEIRO, 1955
-- Serviu para apontar a necessidade de articulação dos bispos na região, o que gerou o Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).
-- O clima era de embate da Igreja Católica contra aquilo que ela entendia serem seus inimigos, como comunismo, protestantismo e espiritismo.
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