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21:24
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Luiz Raatz, repórter Último Segundo
APARECIDA - " É o papa?" O fiel repetiu a pergunta três vezes antes de Bento 16 realmente chegar ao seminário Bom Jesus, onde 1,3 mil pessoas, segundo a guarda municipal da cidade, esperavam pelo papa. Valia de tudo para ver o pontífice: subir na cadeira, no ombro do amigo, no poste de luz e até pagar para entrar na varanda do vizinho. O momento foi rápido, mas valeu a pena, dizem os fiéis. Bento 16 passou rapidamente no papamóvel acompanhado do arcebispo de Aparecida, D. Raymundo Damasceno.
"É muita emoção. É uma graça muito grande de Nossa Senhora que o papa esteja aqui justamente no dia das mães. É uma homenagem à mãe de todos nós", disse a aposentada Antonia Maria Laura que se plantou na entrada do seminário, na rua Boa Vista para ver Bento 16.
A população agitava as bandeiras fornecidas pela prefeitura da cidade as quais uma face tinha a pintada as cores do Vaticano, com uma foto do pontífice, e na outra a bandeira da cidade. Atentos, oficiais do Exército, da Polícia Militar e da Guarda Municipal da cidade observavam tudo. O prédio vizinho ao Seminário foi ocupado por homens de verde. Militares cercaram a entrada da hospedagem papal e policiais fizeram o cordão de isolamento da rua que dava acesso ao local
A comerciante Margareth Duarte esperou a chegada de Joseph Ratzinger enquanto segurava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida levantada para o alto. "Já vimos ele pela TV e agora estamos aqui ao vivo." Ela conta que vai tentar conciliar a romaria a Aparecida com o Dia das Mães, já que neste sábado volta a Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, onde mora com os filhos.
O papa foi recebido com euforia e aos gritos. A população também cantou do hino de acolhida "Bendito o que vem em nome do Senhor". Após a passagem do papamóvel ficou o gostinho de "quero mais". O pesado portão de ferro se abriu três vezes, mas para a saída dos carros de escolta das polícias Militar e Federal. A multidão respondeu com os gritos de "Bento, cadê você eu vim aqui para te ver" e "Papa eu te amo", mas foi em vão. Quando o portão fechou de vez, uma freira saiu correndo gritando. "Não acredito que eu vi o papa".
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