11/05 -
03:57
, atualizada às 14:37 15/10 -
Débora Nogueira, repórter Último Segundo
SÃO PAULO – O papa Bento 16 declarou, por volta das 10h, o nome de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão - agora, oficialmente, o primeiro santo brasileiro e o primeiro a ser canonizado fora de Roma - durante missa realizada no Campo de Marte, localizado na zona norte de São Paulo. A celebração começou às 9h40 e foi acompanhada por cerca de um milhão e meio de pessoas.
Durante discurso, que durou cerca de 40 minutos, o Santo Padre voltou a ressaltar a importância da família e da castidade e criticou mídia que "ridiculariza" esses valores. "É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento", disse.
O papa também lembrou das palavras de Frei Galvão e pediu aos fiéis para que sigam o "belo exemplo" deixado pelo frei. "Rezai para que Deus, Nosso Senhor, levante os pecadores com o seu potente braço do abismo miserável das culpas em que se encontram", falava o frei.
"Agradeço a Deus pelo influxo evangelizador que o espírito santo imprimiu em tantas almas através de Frei Galvão", disse o papa, mais uma vez agradeceu ao carinho da população e disse que, assim como Jesus, ama os brasileiros.
Campo de Marte... Campo de Fé
Quando chegou ao Campo de Marte, o pontífice circulou com o papamóvel entre os fiéis, que cantavam a música "Bento, Bendito o que vem" feita em homenagem ao pontífice.
O clima foi de muita emoção, que começou bem cedo. Desde as 2h, quando foram abertos os portões do aeroclube, fiéis do Brasil e de outros países latino-americanos fizeram vigília ao som de canções religiosas. O mais esperado e comemorado pelos presentes foi o padre Marcelo Rossi, que cantou e pulou ainda de madrugada para espantar o frio de menos de 10 graus na capital paulista.
| AE |
![]() |
| Antes da missa, papa passeia de papamóvel entre os fiéis |
A aposentada Íris de Almeida Oliveira, de 70 anos, chegou às 23h de quinta-feira, assim como alguns dos 35 mil jovens que participaram do encontro com o pontífice no Estádio do Pacaembu.
'Eu não passei frio, passei muito calor, porque quando a gente tem fé em Deus, tem calor', disse a aposentada, que veio 'sozinha, com Deus e o Frei Galvão' de Cidade Tiradentes, bairro pobre da periferia de São Paulo.
De Guaratinguetá, cidade natal do primeiro santo brasileiro, vieram cerca de 500 pessoas. Entre elas estava Francisco Fortes, de 60 anos e descendente de parentes do frei, que morreu há 185 anos.
'Tinha uma hemorragia na bexiga e tomei as pílulas do Frei Galvão, que me ajudaram muito', afirmou Fortes. Ele é uma das 13 testemunhas citadas no processo de canonização do religioso.
| Reuters |
![]() |
| Fé e animação na missa de canonização de Frei Galvão |
Dia de homenagem (e histórico)
O dia de hoje, 11 de maio, data em que o papa Bento 16 celebrou a missa de canonização de Frei Galvão, não foi declarado feriado em São Paulo, mas sim ponto facultativo para os serviços municipais. Segundo a legislação federal, Lei 1.093/1995, Art. 2º, "são feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão".
Como existem cinco feriados municipais instituídos, número que já excede o limite da lei, a criação de mais um seria inviável. Os dias já oficiais são: 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo; Sexta-Feira Santa; Corpus Christi; 2 de novembro, Dia de Finados e, finalmente, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O Congresso Nacional deverá fixar o dia de hoje como o dia oficial do primeiro santo brasileiro, o Frei Galvão.
ACONTECEU NESTA SEXTA-FEIRA!
PRIMEIRO DIA
SEGUNDO DIA
Publicidade
Livro faz reportagem fotográfica sobre a vinda do papa ao Brasil