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19:59
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Carolina Ribeiro, repórter Último Segundo
SÃO PAULO – “Estar na presença da fé personificada faz valer o sacrifício”, afirmou Selma Bezerra sobre sua permanência no Largo de São Bento nos últimos três dias. O local, local onde fica o mosteiro que abrigou o papa Bento 16 durante sua passagem por São Paulo, foi palco de uma das maiores aglomerações de fiéis da capital.
Somente nesta sexta-feira, cerca de 5000 mil pessoas passaram pelo local para aguardar a passagem do santo padre em sua despedida da cidade. O clima de euforia tomava conta da multidão, que entoava hinos e chamava por Bento. Vez ou outra o papa atendia os pedidos e aparecia brevemente na sacada, levando os fiéis ao delírio.
Dona Lídia Carvalho, de 78 anos, foi para casa “só para tomar banho”. Católica fervorosa, a senhora afirma que nem frio, nem chuva, nem sol forte a afastariam da presença do sumo pontífice. “Vim armada de muita fé, que é a coisa mais poderosa, e consegui ver Bento todas as vezes. Tenho certeza que ele trará benção e muito amor aos brasileiros”, disse.
Ângela Cassiano trabalha nas redondezas e aproveitou o ponto facultativo para se aproximar mais. “Durante esses dias nós pudemos ver a movimentação das pessoas. Muita gente emocionada. Estive aqui algumas vezes, mas agora sim me sinto abençoada porque estive na presença do homem”. Ao ser questionada sobre o sentimento geral em relação ao pontífice, Ângela disse simplesmente que “ele conquistou o Brasil”.
Para Ábdon de Santana, noviço que acompanha a caravana do Seminário da Arquidiocese de Olinda, “é uma grande emoção estar na presença do Papa”. Ele, que também peregrinou seguindo a agenda de Bento 16 nos últimos dias, atesta que “ver o povo reagindo com tamanho respeito e admiração foi incrível. O maior desejo de um noviço é estar em comunhão com o papa e essa foi uma emoção indescritível”.
Após a passagem do papamóvel, a multidão se dispersou mas o clima de reverência permaneceu. “Foi tudo muito organizado, não houve tumulto e deu pra acompanhar mesmo do meio da multidão”, afirmou Paulo Gonçalves Barbosa. “Estou grato que o papa tenha passado pela minha cidade, pelo meu País e pela minha vida”, concluiu em lágrimas.
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