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Aparecida ainda ouve sons de martelos e furadeiras no dia da chegada do papa

11/05 - 18:22 , atualizada às 18:28 11/05 - Luiz Raatz, repórter Último Segundo

SÃO PAULO – Marteladas, pregos e furadeiras deram o tom desta sexta-feira no Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. A Basílica vive os últimos momentos de preparação para receber o papa Bento 16, cuja chegada está prevista para as 19h de hoje, no heliponto do templo.

Falta muito pouco. Desde os romeiros que já chegaram ao Santuário aos funcionários que trabalham para acertar os ponteiros, a expectativa é grande. “Eu trabalho há 12 anos na Basílica e nunca senti uma empolgação assim”, conta o operário Carlos Roberto Rosa.

A vendedora Lúcia Lima lamenta o baixo movimento, mas se diz empolgada para a chegada de Bento 16. “Eu costumo dizer que nunca fui a Roma e esse é o segundo papa que eu vou ver”, brinca.

A infra-estrutura montada para receber os romeiros já está preparada. Dois ambulatórios médicos na Basílica e dois na cidade contam com profissionais do exército e 22 professores e 75 alunos da Universidade de Taubaté. Além de atendimento médico, o Santuário conta com uma praça de alimentação, sanitário, berçário e ponto de encontro para pessoas perdidas.

Em meio aos preparativos finais, romeiros chegam de todas as partes. De Belém do Pará, a professora aposentada Júlia Azevedo Couto veio pagar uma promessa a Nossa Senhora de Aparecida e ver o papa. Viajou dois dias de ônibus. “Eu prometi que entraria de joelhos na Basílica se meu filho melhorasse da doença dele e minha graça foi alcançada. Por isso estou aqui”.





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