10/05 -
16:56
, atualizada às 21:28 10/05 -
AFP
SÃO PAULO - Bento 16 conversou nesta quinta-feira, durante 20 minutos, com representantes de outras religiões de denominações cristãs, renovando seu compromisso ecumênico durante a reunião, no mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde se hospeda.
"Foi um encontro fraterno, falamos do compromisso das religiões pela paz e pela ética. Não foi aprofundada nenhuma questão específica, renovamos apenas o compromisso ecumênico", disse o representante da Igreja luterana, Walter Altman, ao término do evento.
"Mantivemos uma boa conversao sobre o interesse de trabalhar pelo bem-estar da humanidade e pela paz", afirmou o xeque muçulmano Armando Hussein Saleh, que entregou ao papa um roupão (chal), "símbolo religioso do monoteísmo abraâmico".
"Queremos reafirmar a estima por outras religiões através do diálogo", disse antes do encontro o sacerdote Marcial Maçaneiro, assessor da Conferência Nacional de Obispos de Brasil (CNBB) para o Diálogo Ecumênico Internacional.
O rabino Henry Sobel agradeceu ao pontífice pelo trabalho realizado de reaproximação de católicos e judeus quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger, sob o pontificado de João Paulo 2º. Também pediu para benzer o papa e depois para ser bento por ele, e o pontífice aceitou, afirmou.
Sobel é o líder religioso não católico mais popular no Brasil por seu papel contra a ditadura (1964-85) e sua defesa do compromisso ecumênico. Participaram do encontro 12 líderes religiosos, entre eles uma monja budista.
Centenas de pessoas acampadas em frente ao mosteiro, com a esperança de ver o papa, emocionaram-se quando ele apareceu rapidamente no balcão, pouco antes do encontro com representantes de outras religiões.
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