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Filhos da guerra tentam encontrar a paz com o papa

10/05 - 23:10 - Luiz Raatz, repórter Último Segundo

SÃO PAULO - O encontro do papa Bento 16 com a juventude no estádio do Pacaembu, na zona oeste da capital paulista, nesta quinta-feira foi marcado por muita empolgação, fé e diversidade. Jovens de diversos países da América Latina e mesmo de outros continentes estavam presentes. Dois deles vinham de nações marcadas pela guerra: a Croácia e o Líbano.


Vladmir Sesar é croata e tem 19 anos. Não tem lembranças claras da guerra que assolou a antiga Iugoslávia no começo dos anos 90. Envolto na bandeira de seu país esperava a chegada de Bento 16.

Segundo ele, a Croácia é a maior nação católica em porcentagem – 98% da população do país segue a religião – e essa característica foi fundamental no processo de independência de seu país. “ A Igreja Católica é muito importante para nós. Por causa dela hoje somos uma nação livre”, atesta.

Mais velho, mas não menos machucado pela guerra é o libanês Anthony Assif, de 24 anos. Ao lado de amigos e familiares ele carregava uma extensa faixa na forma da bandeira de seu país com a mensagem inscrita: “Não se esqueçam dos cristãos do Oriente Médio”.

O Líbano, no ano passado, foi bombardeado por Israel, que buscava desativar células do grupo radical islâmico Hezbollah no sul do país. Bairros cristãos da capital, Beirute, foram atingidos pelas bombas.

 "É complicada, a guerra é sempre complicada. Não dá resultado nenhum ”, diz Anthony. O rapaz, que é comerciante, enfrentou 20 horas de vôo para ver o papa e planejou a viagem por dois meses. “Ele é o nosso senhor na Terra”, elogiou.

Vladmir também cruzou o Atlântico, mas viu o papa por coincidência. Tem parentes no Brasil e sua visita coincidiu com a de Bento 16. “A nossa fé é diferente da dos brasileiros. Somos mais racionais”,compara.





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