Palocci: Reforma tributária deve ser votada após eleições

Após a votação nas eleições municipais hoje em todo o País, o Congresso Nacional retornará à normalidade nos próximos dias e o projeto da reforma tributária deverá ser colocado em votação. O presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária, o deputado federal Antonio Palocci, disse que não faz previsões de datas para entrada e conclusão das votações, mas destacou que isso será importante para o Brasil enfrentar a crise financeira mundial.

Agência Estado |

"O Brasil precisa de medidas de reforma para resistir mais à crise financeira que nós estamos enfrentando", enfatizou o ex-ministro da Fazenda. Para ele, o País também não precisa fazer pacote econômico. "Pacote nunca fez bem ao Brasil, pois ele cobra a sua conta alguns anos depois", comentou ele. "E nesse assunto o Brasil é especialista, pois ninguém tem tanta experiência em pacote."

Palocci concordou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que tomará medidas necessárias, mas observando a situação com cuidado, mas sem pacotes. "De tantos (pacotes) que fizemos podemos chegar à conclusão muito certa, muito segura, de que é um mau caminho", explicou Palocci, acreditando que o povo norte-americano vai cobrar a conta do pacote de US$ 700 bilhões de resgate do sistema financeiro solicitado ao Congresso pelo presidente George W. Bush. "Acho que o pacote americano vai dar uma resposta ao problema bancário, que é grave, mas ele não resolve todos os problemas econômicos; é uma iniciativa importante (dos Estados Unidos), mas tem muito problema para equacionar no próximo período."

Apesar do recesso do Congresso Nacional antes da eleição, Palocci disse que se reuniu com o deputado Sandro Mabel (PR-GO) para detalhar o relatório da reforma tributária, negociando ainda com integrantes do Ministério da Fazenda. "É uma negociação muito complexa, cada palavra da reforma é uma reunião de negociação porque significa mudanças importantes", informou o ex-ministro. A negociação envolve ainda vários setores econômicos e os governos federal, estaduais e municipais, lembrou.

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