Palocci minimiza decisão do STF de adiar julgamento

O deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) minimizou a decisão do Supremo Tribunal Federal (SFT) de adiar o julgamento que definirá se ele será ou não processado por mandar quebrar o sigilo bancário do ex-caseiro Francenildo Costa. Não tem problema, uma hora vão decidir, disse.

Agência Estado |

O ex-ministro também adotou tom cauteloso sobre sua pré-candidatura do governo de São Paulo. "Hoje, sou candidato a deputado federal, porque gosto do meu mandato", afirmou. Mesmo assim, fez questão de destacar que a escolha do candidato só será feita em fevereiro ou maio do ano que vem.

Palocci participa hoje do programa de caravanas do PT que discute as ações do partido no Estado. O evento está sendo realizado em Ribeirão Preto (SP), cidade onde Palocci nasceu, tem base política e que administrou duas vezes. Ele foi ovacionado e aplaudido em pé pelos cerca de 350 militantes que estão no plenário da Câmara Municipal.

A ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou no evento que Palocci é o nome de consenso do PT à sucessão do governador José Serra (PSDB). "Se ele aceitar ser candidato, não haverá disputa no PT, pois o Palocci é um consenso absoluto", disse Marta.

Palocci respondeu, no entanto, que Marta é que tem tudo para ser uma excelente candidata.

Já o ex-presidente da Câmara deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) defendeu um descolamento entre a questão do ex-ministro no STF e a sucessão paulista. "O PT e o Palocci não podem ficar parados, e o nome do Palocci está aí independente da decisão do Supremo", afirmou.

Em discurso, Palocci defendeu que o projeto do PT para o governo paulista seja uma continuidade do governo federal e citou a Educação como a principal área de atuação do partido caso vença as eleições de 2010 em São Paulo. A citação do tema ocorre justamente no momento em que Serra enfrenta uma greve de professores e um dia após o governador ser vaiado, em Presidente Prudente (SP), por um grupo deles.

Se evitou falar em sucessão estadual, quando comentou o cenário político para a sucessão federal, Palocci defendeu abertamente o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff como o nome do PT. "Defendo o nome da Dilma porque ela é a companheira que mais intensamente participou da construção desse governo e se vai haver um terceiro mandato para o presidente Lula será com a Dilma", concluiu Palocci.

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