Palmas debate alcoolismo entre os Karajá

Seminário busca resposta para a pergunta: por que grande parte dos índios é alcoólatra no Tocantins?

Gilson Cavalcante, iG Tocantins |

O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) e Fundação Nacional de Saúde (FNS) promovem amanhã e quarta-feira (27) em Palmas um seminário para discutir a alta incidência de casos de alcoolismo entre os índios da etnia Karajá. Eles habitam a região do extremo oeste da Ilha do Bananal, às margens do rio Araguaia, em Tocantins.

A informação foi divulgada hoje pelo procurador da República Álvaro Manzano. Ele e o antropólogo Márcio Santos confirmaram participação no seminário, que tem por objetivo identificar o porquê da alta incidência de casos de alcoolismo entre os Karajá. A iniciativa de organizar o seminário partiu do MPF-TO.

Violência

Conforme Manzano, a decisão nasceu após a “constatação de casos envolvendo violência entre parentes da mesma aldeia, prostituição, uso de drogas ilícitas e situações de degradação dos indivíduos nas cidades próximas às aldeias, entre outras consequências nefastas aos índios, decorrentes do abuso de álcool.”

Ao defender a realização de um seminário, com participação das comunidades indígenas e das instituições responsáveis pela criação e execução das políticas indigenistas, Manzano disse que o tratamento de casos pontuais é apenas paliativo. E que é grande a chance do indivíduo voltar a beber abusivamente após o retorno às aldeias.

Ainda segundo o procurador da República, o seminário tem a pretensão de encontrar indícios que levem a determinação das causas do uso do álcool, para que uma solução em nível de comunidade possa ser encontrada.

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