Palco de manifestação nesta quarta-feira, movimento ainda é tranquilo na av. Paulista

A movimentação na avenida Paulista, em São Paulo, ainda é tranquila neste início de tarde de quarta-feira, local onde funcionários públicos prometem protestar novamente contra o governo de José Serra (PSDB). Apesar da tranquilidade, o policiamento é reforçado na região. No vão livre do Masp, 24 motos e uma equipe da guarda civil metropolitana fazem a segurança. Segundo a polícia, são esperados cerca de 25 mil manifestantes nesta quarta-feira.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Segundo Marcos José Fernandes, funcionário da Apeoesp, sindicato dos Professores do Estado, e um dos responsáveis pela organização do protesto, o caminhão de som que seria utilizado durante a manifestação foi apreendido pela Polícia Militar (PM) nesta manhã. O veículo estaria estacionado, desde As 5h, em uma rua atrás do Masp, mas foi abordado pela PM e escoltado até a garagem da empresa Sol Nascente, na Barra Funda. Policiais militares presentes no local não confirmaram a informação.

Os manifestantes improvisam uma estrutura fixa de som embaixo do vão livre do Masp e garantem que a manifestação está mandida.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde), após uma assembleia marcada para amanhã desta quarta-feira, em frente à Secretaria da Saúde, os manifestantes seguiriam para a av. Paulista. Conforme o Sindicato, outras cerca de 42 entidades ligadas ao funcionalismo público participarão do ato. Elas prometem realizar um almoço de gala com o valor do vale-refeição de R$ 4, que é pago pelo governo aos trabalhadores. O prato principal do cardápio será coxinha. Esta é uma forma, conforme o Sindicato, de reivindicar aumento dos atuais R$ 4 para R$ 14 de vale-refeição.

Entre outras coisas, o SindSaúde pede também 40% de aumento salarial para reposição de perdas, jornada de 30 horas para todos os trabalhadores da saúde e valor do Prêmio de Incentivo igual para todos.

Ainda nesta tarde, está marcado o protesto a Apeosp. Eles afirmam que a greve continua diante da intransigência e desrespeito do governo Serra, que não apresenta qualquer contraproposta à categoria.

Por meio de comunicado, a Apeoesp pede a participação massiva dos professores na manifestação para demonstrar a insatisfação dos professores com as ações do governo estadual que prejudicam a carreira e desvalorizam o Magistério.

Os sindicatos não estimaram quantas pessoas devem participar dos protestos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) disse que já foi informada das manifestações, mas ainda não tem um esquema de trânsito organizado.

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