Diante dos embates regionais entre PT e PMDB, a base de sustentação da pré-candidatura de José Serra alardeou que o tucano não teria problemas de palanques para enfrentar em praticamente nenhum Estado. Uma análise mais rigorosa da situação atual em cada unidade da Federação, porém, mostra que as composições ainda são frágeis em vários lugares. PSDB, DEM e PPS estão tentando impor uma ¿verticalização branca¿ para evitar agravamento dos problemas." / Diante dos embates regionais entre PT e PMDB, a base de sustentação da pré-candidatura de José Serra alardeou que o tucano não teria problemas de palanques para enfrentar em praticamente nenhum Estado. Uma análise mais rigorosa da situação atual em cada unidade da Federação, porém, mostra que as composições ainda são frágeis em vários lugares. PSDB, DEM e PPS estão tentando impor uma ¿verticalização branca¿ para evitar agravamento dos problemas." /

Palanques de Serra apresentam indefinições regionais

http://images.ig.com.br/ult_us/selo_eleicoes.jpg align=leftDiante dos embates regionais entre PT e PMDB, a base de sustentação da pré-candidatura de José Serra alardeou que o tucano não teria problemas de palanques para enfrentar em praticamente nenhum Estado. Uma análise mais rigorosa da situação atual em cada unidade da Federação, porém, mostra que as composições ainda são frágeis em vários lugares. PSDB, DEM e PPS estão tentando impor uma ¿verticalização branca¿ para evitar agravamento dos problemas.

Marcelo Diego, iG São Paulo |


O iG levantou como está sendo montada cada chapa de apoio a Serra pelo País. O pré-candidato tem o apoio declarado do seu partido, o PSDB, do DEM e do PPS. Negocia ainda coligação com o PSC, com o PMN e com o PTB. Nos Estados, porém, essas legendas ora se misturam ora estão de lados opostos. Há espaços para coligações improváveis _incluindo até o PT. Em alguns locais, a mesma chapa comporta candidatos ao governo que defendem Serra na Presidência e candidatos a senador que são defensores da candidata Dilma Rousseff, do PT.

Mesmo quando não há problemas, há situações de indefinição em alguns Estados.

Acompanhe a situação:

Acre ¿ O PSDB tem pré-candidato próprio, Tião Bocalon; havia esperança de unificação de todos os palanques contra o PT já no primeiro turno e o nome favorito era o de Rodrigo Pinto (PMDB). Há ameaça de intervenção no diretório estadual.

Alagoas ¿ Teotônio Vilela Filho (PSDB) é candidato a reeleição e conta com o apoio do PSB e do PPS, mas ainda negocia a participação do DEM em sua chapa.

Amapá ¿ Jorge Amanajás (PSDB) é pré-candidato ao governo e negocia o apoio do PSB, do PTB e do PP.

Amazonas ¿ O PSB pode apoiar o candidato do PSB, Serafim Côrrea, mas Arthur Virgilio, líder tucano no Senado, ensaia apoiar a candidatura de Alfredo Nascimento (PR), ex-ministro de Lula, ao governo do Estado. Em troca, teria palanque próprio para tentar seguir como senador.

Bahia ¿ O PSDB apóia o candidato Paulo Souto (DEM). Há esperança de que o racha entre PT e PMDB se aprofunde. Se Geddel Vieira (PMDB) apoiar José Serra no Estado, pode receber em troca o PSDB em seu palanque. A saída para Paulo Souto poderia passar pela vaga de vice na chapa de Serra. O PPS já está com Geddel. Alega que não pode apoiar Paulo Souto por sua identificação com o carlismo na Bahia.

Ceará ¿ Palanque ainda indefinido. O PSDB queria que Tasso Jereissati fosse candidato ao governo, mas ele está propenso a ser novamente candidato ao Senado. Se isso ocorrer, pode compor com o atual governador Cid Gomes (PSB), cujo irmão _Ciro_ ainda não decidiu se será ou não candidato a presidente.


Distrito Federal ¿ O PSDB estava coligado com o DEM, mas, depois da crise envolvendo o ex-governador José Roberto Arruda a situação ficou indefinida. O partido chegou a conversar com Joaquim Roriz (PSC), mas ainda não definiu uma posição.

Espírito Santo ¿ Luiz Paulo Velloso (PSDB) será candidato ao governo, dando palanque ao Serra. Os tucanos ainda tentam contar com o PSB de Renato Casagrande.

Goiás ¿ Marconi Perillo é o candidato ao governo pelo PSDB, mas sofre resistência por parte de Ronaldo Caiado (DEM). Serrá poderá ter que intervir para garantir a composição e o palanque. Além do DEM, o PSDB deve ter o apoio do PTB, do PPS, do PMN, do PTdoB e do DEM.

Maranhão ¿ O Estado foi pivô da separação entre DEM e PSDB em 2002. Agora, o presidente estadual do DEM, Clóvis Fecury, já formalizou que o partido não irá apoiar a candidata do PMDB, Roseana Sarney. Pode apoiar Jackson Lago (PDT). Especula-se que o PSDB poderia apoiar Lago ou Flávio Dino (PCdoB). Ainda não há posição definida.

Mato Grosso ¿ Wilson Santos (PSDB) ofereceu a vaga de vice ao PPS, mas a legenda rachou. Parte do partido ensaia apoiar Mauro Mendes (PSB) ao governo do Estado. Já houve até agressão entre militantes do PPS por causa do apoio ao tucano.

Mato Grosso do Sul ¿ O candidato do PMDB, André Puccinelli, tem o apoio do PSDB. A senadora Marisa Serrano impediu o lançamento de candidato próprio no Estado, mas condicionou a ação a que Puccinelli não apóie Dilma no Estado. Ele ainda não se pronunciou sobre o assunto. DEM e PPS devem seguir orientação do PSDB no Estado.

Minas Gerais ¿ Antonio Anastásia é o candidato do PSDB, com apoio de PPS, PR, PP, PTB e DEM.

Pará ¿ Simão Jatene (PSDB) será candidato e dará palanque a Serra.

Paraíba ¿ O PSDB ainda não decidiu se irá apoiar o candidato do PSB, Ricardo Coutinho, ou se lança nome próprio: Cícero Lucena.

Paraná ¿ Beto Richa é o candidato do PSDB. O DEM ainda não fechou apoio ao tucano. O PSDB pretende ainda atrair o apoio de Osmar Dias (PDT) e rachar o palanque de Dilma no Estado.

Pernambuco ¿ A chapa dos sonhos do PSDB é Jarbas Vasconcelos (PMDB) candidato ao governo, Sérgio Guerra (PSDB) e Marco Maciel (DEM) ao Senado. Mas Jarbas ainda não decidiu o que fará. Se ele não sair, o partido ainda não tem um plano B.

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