Paixão sem limite é forma de preencher lacuna emocional, diz psicóloga

Enquanto há casais que se preparam para comemorar em grande estilo o dia dos namorados, outros tentam esquecer alguma burrada que já cometeram, movidos pela paixão. Segundo a psicóloga Beatriz Helena Paranhos, autora do livro Laços e Nós - Amor e Intimidade nas Relações Humanas (Ágora), a paixão pode ser uma experiência positiva de mudança, na qual a pessoa se torna mais criativa, mais aberta, mais corajosa.

Agência Estado |

No entanto, o problema surge quando se fica preso à paixão e se passa a viver em função do outro, a fim de preencher uma lacuna emocional.

A paixão, segundo Beatriz, permite aos amantes viver o sublime. "Entram num estado de consciência de maravilhamento que chega a ser um lampejo do sagrado”. Esse momento é a preparação para outro sentimento ainda mais profundo, chamado amor - quando o êxtase da paixão tende naturalmente a se arrefecer. Alguém que fica preso à paixão deixa de ter vida própria. Só que ninguém é o remédio da felicidade do outro, costuma lembrar o psiquiatra Flávio Gikovate, autor de vários livros sobre sexualidade e amor. “Quando nos sentimos completos e satisfeitos por sermos o que somos, aumentamos a possibilidade de sermos bons parceiros.”

Sobre as demonstrações explícitas de amor, Beatriz e Gikovate lembram que gestos amorosos e delicados são sempre bem-vindos, até mesmo entre amigos. E não só nas datas especiais, mas também no dia a dia, principalmente numa época pautada pela brutalidade e egoísmo. Vale lembrar, ainda, que amor é simplicidade, podendo estar por trás de pequenos gestos. “Não é porque alguém faz uma loucura ou extravagância que vai ser, obrigatoriamente, um companheiro melhor, nem significa que tenha mais valor”, avisa Gikovate. Como lembra Beatriz, o amor também nasce de gestos rotineiros, aquelas pequenas atitudes que o dinheiro não é capaz de comprar.

Ciça Vallerio

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