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Países ricos têm dívida a pagar por emissões, diz Lula

Depois de apresentar, em Hokkaido, no Japão, os últimos números da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre as emissões de gás carbônico (CO2) na atmosfera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista, dividiu em três frentes os países emissores. A primeira, dos países industrializados e grandes consumidores de combustíveis fósseis que, segundo ele, já resolveram seus problemas sociais e agora terão de assumir a responsabilidade por emissões que se avolumam há mais de dois séculos.

Agência Estado |

Tratam-se dos mesmos países "com dívida a pagar", nos quais circulam "carrões que precisam de uma refinaria (de petróleo) em cima".

O segundo grupo é o dos países pobres, como o Haiti, que precisam de contrapartidas orientadas ao desenvolvimento industrial limpo para "parar de cortar árvore". E na terceira frente estão grandes economias emergentes, como a Índia e a China que, na visão de Lula, não podem pagar a conta do aquecimento global com a redução de suas taxas de crescimento econômico. Para esses países, recomendou a modernização de seus modelos de expansão da economia.

O Brasil, concluiu Lula, é o país que "tem de ser ouvido" nos debates sobre meio ambiente e mudança climática. "Desde a implantação do programa do álcool (na década de 70), o Brasil seqüestrou 640 milhões de toneladas de CO2", afirmou Lula, referindo-se a um volume maior que o dobro (360,6 milhões de toneladas) das emissões de 2005 pelo País, conforme os dados da Embrapa. Ele argumentou que seu governo já adotou todas as medidas necessárias para uma melhor regulação e fiscalização de áreas de preservação da Amazônia. Mas a aplicação delas ainda esbarra na demora da tramitação no Congresso.

Depois de concluído o encontro do G-8 - grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia - com o G-5 - África do Sul, China, Índia, Brasil e México -, Lula voltou a declarar que a Amazônia "não é nenhum santuário da humanidade". Portanto, está sujeita a políticas de desenvolvimento sustentável. Para ele, o fato de brasileiros contrariarem as leis de proteção ambiental não significa que o País esteja favorecendo o desmatamento.

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