Países buscam saída para crise dos alimentos na América do Sul, diz Lula

BRASÍLIA - Na abertura do evento que criou a União das Nações Sul-americanas (Unasul), realizado nesta sexta-feira, 23, em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que é na América do Sul que os países buscam uma saída para a crise dos alimentos. Ele também ressaltou que em nenhum momento abrirá mão da soberania nacional.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Durante seu discurso, Lula rebateu críticas internacionais sobre a produção de etanol, que seria uma das responsáveis pela crise de alimentos.

"Temos consciência de nossas responsabilidades locais, mas não abriremos mão de exercê-las de forma totalmente soberana. Não nos deixemos iludir pelos argumentos daqueles que se sentem incomodados com o crecimento de nossa indústria e de nossa agricultura e com a realização de nosso potencial energético", disse Lula.

Solidariedade entre países

Lula também defendeu a solidariedade entre os países como única forma de alcançar a prosperidade da América do Sul. De acordo com ele, os tratados comerciais devem fortalecer a economia da região e se transformar em instrumento de combate às desigualdades sociais.

O presidente aproveitou a cerimônia de constituição para convidar os países caribenhos à ingressar na Unasul. Ressaltou que a união será aberta e vai se basear no consenso em toda as suas tomadas de decisão.

Entre os principais pontos de integração das nações, o presidente citou a questão fincanceira, energética, infra-estrutra e de conexões rodoviárias e ferroviárias. Lula também quer parceria nas indústrias aeronáticas, navais, de medicamentos e equipamentos militares. Em relação à criação do Conselho Sul-Americano de Defesa, o presidente sugeriu que uma nova reunião entre os chefes de Estado seja realizada no segundo semestre deste ano quando será detalhado o funcionamento do conselho.

Defesa aos vizinhos

O presidente Lula defendeu países vizinhos como a Bolívia e a Venezuela, que tem sua democracia criticada por parte de imprensa e governo de países desenvolvidos. Segundo ele, todos os governos sul-americanos foram eleitos democraticamente e que "a instabilidade que alguns querem ver é sinal de vida, de vida política", afirmou.

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