Uma nova ferramenta para dar transparência às pesquisas científicas feitas com pacientes voluntários deve começar a ser usada no País. O Ministério da Saúde, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz e a Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), pretende lançar no segundo semestre o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebrac), uma plataforma com informações básicas sobre os estudos, que poderão ser consultadas tanto pela população como por cientistas.

O sistema, inspirado no Registro de Ensaios Clínicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como principal objetivo evitar que pesquisas caiam em uma espécie de “buraco negro” de informações, algo comum sobretudo quando o resultado do trabalho é prejudicial aos interesses de quem financiou o estudo. Para fazer o projeto, deverão ser investidos R$ 350 mil. Outros R$ 500 mil anuais serão necessários para manter as plataformas em operação. A ideia é que o projeto brasileiro seja referência na América Latina.

O Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos será coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. “A expectativa é de que, com o Rebrac, ensaios clínicos sejam instrumento da ciência, do conhecimento científico, não estratégia de marketing”, disse o secretário Reinaldo Guimarães. Ele lembra que a publicação das pesquisas nas revistas especializadas hoje é usada como uma das principais formas de promoção de medicamentos e terapias, sobretudo entre a classe médica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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