Apesar de o Brasil ter eliminado em 2006 o principal transmissor da doença de Chagas, o inseto Triatoma infestans , estudo alerta que ainda existirão milhares de contaminados nos próximos 50 anos e que também será preciso manter políticas de vigilância para evitar novos transmissores e formas de transmissão. Em trabalho encomendado pela revista científica Epidemiology and Infection , o epidemiologista Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), fez as previsões sobre a erradicação da doença, que foi descoberta pelo brasileiro Carlos Chagas há um século, aniversário que será comemorado neste ano.

O estudo foi realizado com base no número atual de portadores, 3,5 milhões de indivíduos, infectados principalmente pelo Triatoma infestans . Levou em conta ainda o total de doentes por faixa etária e as taxas de mortalidade de cada uma delas. Massad calculou, por exemplo, que dos doentes que hoje têm entre 15 e 29 anos, 240 mil ainda estarão vivos em 30 anos. Já entre os que hoje têm entre 0 e 4 anos, 113.750 estarão ainda vivos em 40 anos, necessitando de acompanhamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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