Pais serão voluntários em escola depredada em SP

Após dois dias de aulas suspensas, e com seis estudantes a menos, a Escola Estadual Amadeu Amaral, na zona leste de São Paulo, retoma hoje a rotina pedagógica amparada por uma convocação para que pais ou responsáveis dos 277 alunos da unidade se tornem voluntários no dia-a-dia e ajudem na mediação de conflitos internos. Na quarta-feira passada, estudantes brigaram, depredaram o prédio e acuaram numa sala professores, a diretora e funcionários da escola.

Agência Estado |

A rebelião, de duas horas, só acabou com a intervenção da PM, acusada de agressão por alunos. Na reunião dos pais dos alunos com a direção da Amadeu Amaral, realizada na manhã da última sexta-feira, a escola estadual pediu para que os pais se inscrevessem como voluntários e passassem a freqüentar o ambiente escolar em horário letivo, na medida do possível.

“Eles explicaram por que chamaram a polícia, pediram para ninguém pedir transferência e falaram que a escola vai mudar agora. Disseram que não vai faltar mais professor e que é para as mães ajudarem”, afirma a faxineira Rosária Moreira de Souza, com quatro filhos matriculados na unidade, três meninas e um menino, com idades que variam de 11 a 17 anos.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, os pais foram chamados para, a partir de hoje, ajudar na interação dos alunos na Amadeu Amaral e participar mais do cotidiano escolar. Como exemplo de trabalho voluntário que as mães podem desenvolver, a secretaria cita a participação nas atividades vespertinas, detalhando como se fazem pães - a escola tem oficinas para isso. As informações são do Jornal da Tarde .

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