Pais são suspeitos de torturar os 5 filhos no litoral de São Paulo

SÃO PAULO - Com múltiplas cicatrizes pelo corpo, algumas recentes, bolhas nos pés e nas mãos, sujas e com fome. Assim foram encontradas, no sábado, cinco crianças com idades entre 2 e 9 anos residentes na Vila Áurea, bairro da periferia de Guarujá, no litoral paulista.

Agência Estado |


A conselheira tutelar Cláudia Santos Nascimento mostrou-se "espantada" com tudo o que viu e ouviu das crianças, levando-se em conta que as lesões foram decorrentes de "tortura" e teriam sido praticadas pelo próprio pai, com a anuência da mãe.

As crianças contaram que o pai aproximava um isqueiro acesso na língua delas e que a mãe via tudo e não fazia nada. Em outras ocasiões, queimava a língua delas com bolinho quente e também acendia palitos de fósforo entre os dedos das mãos e dos pés até queimá-las. Daí as bolhas observadas, principalmente nos pés.

"A denúncia é de extrema gravidade e já está sendo encaminhada para apuração da polícia", disse a conselheira. A delegada Juliana Gianini acompanhou o flagrante e determinou ao setor de investigação que localizasse os pais para prestarem depoimento.

Neste domingo, as cinco crianças passaram por exames no Instituto Médico-Legal (IML) do Guarujá, que anunciou para esta terça-feira a liberação dos laudos.

Desde a noite de sábado, as crianças ficaram sob a guarda do Conselho Tutelar, uma vez que os pais não foram localizados. O tio avô, o corretor de imóveis Wagner Rosa, que foi chamado pelos vizinhos, ficou impressionado com a situação das crianças e, de imediato, se prontificou a ficar com a guarda provisória delas. Ele afirmou que desconhecia as torturas.

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