Pais devem ficar atentos a estímulos para amadurecimento precoce das meninas

Pais devem ficar atentos a estímulos para amadurecimento precoce das meninas Por Equipe AE São Paulo, 26 (AE) - De repente, aquela menininha que brincava de boneca não está mais ali. No lugar dela, uma pequena moça, que já se porta com alguns trejeitos de adulta, apesar de o corpo mostrar que nem mesmo chegou à adolescência.

Agência Estado |

Parece que foi ontem que ela nasceu... Mas a transformação, pouco a pouco, em mulher, está no dia a dia dela. E, como mãe, do seu também. Como se preparar e encarar essas mudanças, que têm ocorrido cada vez mais cedo?

Os psicólogos são unânimes: é preciso ter bom senso para saber quando dizer "sim" e "não" e o diálogo nunca deve ser dispensado. Mesmo se a menina estiver numa fase "aborrecente", também não adianta deixar de lado o papel de mãe - é preciso bancar a chata às vezes. Ser amiga também é fundamental, assim como deixar que ela tenha o espaço dela e estimular que cultive amizades. Afinal, por mais que vocês conversem em casa, é no grupinho de amigas que elas vão discutir as mudanças, por quais todas estão passando.

A escritora Chantal Brissac acaba de lançar "Seja feliz também naqueles dias", um livro voltado às meninas de 10 a 15 anos. A obra fala sobre as mudanças da puberdade, dá dicas sobre saúde e bem-estar e mostra que a menstruação não é um bicho de sete cabeças. "Acho muito triste fazer meninas que são tão novas abreviarem a infância. O livro mostra que é importante viver bem essa etapa, que elas vão ter muito tempo para ser mulheres." Uma dica da autora é que as mães leiam com as filhas. "Algumas meninas leram e falaram que a mãe também precisava ler", conta.

As mães, aliás, são modelos seguidos pelas filhas, que muitas vezes se espelham nelas, de acordo com a psicóloga Silvana Martani, autora dos livros "Manual teen" e "Uma viagem pela puberdade e adolescência". Mas é preciso ter calma e deixá-la crescer naturalmente, em vez de apressar as coisas - isso pode causar problemas na vida adulta, como déficit de autoestima, depressão e angústia. "A criança está no papel de pedir e os pais devem dar o que for adequado à idade. Se tiver dúvida, o ideal é pedir orientação a um especialista", afirma.

A psicóloga Leilana Aragão também aconselha a "puxar o freio de mão" se houver necessidade. Nesse cenário, é importante considerar que o mundo infantil de hoje é diferente daquele de 30, 40 anos atrás. "Algumas vontades são despertadas, naturalmente ou não. Não adianta querer que a criança não use um batom, se a realidade ao redor dela é essa. Não adianta proibir, e sim dosar."

Assim, a família precisa ter muita clareza para bater de frente com aquilo que considera exagerado.

Nessa vontade de ser "gente grande", a vaidade é um dos primeiros sinais e a nécessaire, um dos primeiros pedidos. Algumas meninas até vão à escola maquiadas, o que deve ficar para as ocasiões especiais, como as festinhas. Dermatologistas orientam que esses cosméticos sejam evitados antes dos 13 anos ou da primeira menstruação, para não haver alergias nem obstrução dos poros e acne precoce.

Antes disso, a pele não está preparada para esses produtos, explica o dermatologista Cesar Cuono. Se for usada, a maquiagem deve ser aplicada sob supervisão da mãe e retirada com demaquilante.

Gloss e hidratantes, que elas adoram, estão liberados. Para a médica Célia David, diretora da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, é uma boa época para criar o hábito de usar cremes. A vaidade deve ser cultivada, mas, como tudo nessa fase, aos poucos e de forma saudável.

Boxe 3:

MULHERZINHA, MAS SEM TANTA PRESSA
A escritora Chantal Brissac, de 50 anos, mostrou à filha, Désirée, de 11 anos, que a infância é muito curta. "Vale a pena curtir essa fase, pois crianças que brincam mais são adultos mais criativos." A menina entendeu o recado da mãe e não está com pressa de se tornar mulher: adora brincar com as amigas, tocar piano e fazer caminhadas. Gosta de maquiagem - não dispensa gloss para ir à escola -, mas prefere usá-la nos outros. Aos 10 anos, ganhou um sutiã. Mas logo deixou-o de lado e prefere usar tops sob a blusa.

Boxe 2:
O PRIMEIRO SUTIÃ
O primeiro sutiã a gente não esquece. Esse símbolo de feminilidade tem sido usado cada vez mais cedo, quando os seios ainda nem deram o ar da graça. A ginecologista e obstetra Zsuzssanna di Bella
recomenda que a peça seja confortável e, de preferência, de algodão. Não precisa ter aro, já que não há necessidade de sustentação. Da Love Secret (85 3499-3920), o sutiã Elen (1) custa R$ 39,10. O (2) Meu primeiro sutiã Hope (0800-550-018), de R$ 44, veste de 9 a 12 anos e vem com folheto que ensina a menina a vestir a peça. Na Lupo (0800-7078220), o modelo top (3) sai por R$ 28. O sutiã
Esporte (4), da Verve (3083-2635), custa R$ 83.

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