País de extremos, Brasil tem 190.755.799 habitantes

Primeiros resultados definitivos do Censo 2010 mostram detalhes dos 5.565 municípios brasileiros

Daniel Torres, iG São Paulo |

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira os primeiros resultados definitivos do Censo 2010, realizado entre agosto e outubro de 2010 em 5.565 municípios brasileiros. Parte dos dados foi apresentada no fim do ano passado , mas alguns deles sofreram revisões e pequenas alterações e revelam um país de extremos . Veja aqui a lista das populações de todos os municípios brasileiros .

Após revisão dos dados, o Censo 2010 mostrou que o Brasil tem 190.755.799 habitantes. Nos últimos 10 anos, desde o último Censo, realizado em 2000, a população brasileira cresceu 12,3%, o que representa uma média de crescimento anual de 1,17%. Esse é o menor nível já registrado pelos censos brasileiros (1,64% em 2000; 1,93% em 1991; 2,48% em 1980; 2,89% em 1970, e 2,99% em 1960, maior índice já registrado).

“Se for mantido esse ritmo de crescimento, a população brasileira chegará em 60 anos ao seu número máximo de habitantes. Algo em torno de 250 milhões de pessoas. Isso se as taxas de fecundidade, de mortalidade e o padrão de migração interna e externa mantiverem seus ritmos. Após atingir o máximo, será registrada uma queda”, prevê o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Quinze cidades brasileiras têm mais de 1 milhão de habitantes. Entre esses 15 municípios, os que mais cresceram no período subiram dois postos - Manaus, que cresceu 2,51% ao ano, passou de nono para sétimo mais populoso, e Brasília, que saltou de sexto para quarto, com crescimento médio anual de 2,28%. As maiores cidades do País, São Paulo e Rio de Janeiro, têm a mesma taxa de crescimento nos últimos 10 anos, 0,76% anuais. Porto Alegre foi a capital que menos cresceu, com a taxa de 0,35% ao ano.

Paulo Nicolella/Agência O Globo
Cidades crescem e a população brasileira está ficando cada vez mais urbana
O processo de urbanização das cidades brasileiras também é comprovado pelo Censo 2010. Em 2000, 81% dos brasileiros viviam nas áreas urbanas. Já em 2010, esse índice foi para 84%. O Sudeste é a região mais urbana do País (92%). As regiões Norte e Nordeste são as menos urbanizadas, com 73% da população vivendo nas cidades. Entre os Estados, os mais urbanos são Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Os mais rurais são Maranhão, Piauí e Pará.

A diferença entre o número de homens e mulheres na população também aumentou. Atualmente, há 96 homens para cada 100 mulheres, ou seja, a população feminina ultrapassa em 3,9 milhões a masculina. Em 2000, eram 96,9 homens para casa 100 mulheres. Entre os Estados, o Rio de Janeiro é o que apresenta a maior proporção de mulheres. Já o Mato Grosso é a unidade da federação onde há mais homens em comparação com o número de mulheres.

No total, o Censo contabilizou 97.348.809 mulheres e 93.406.990 homens no País. Entre os municípios, o que tem maior percentual de homens é Balbinos, no interior de São Paulo. Já o que possui o maior percentual de mulheres é Santos, no litoral paulista. O Censo também aponta que cerca de 80% dos municípios com menos de 5.000 habitantes têm mais homens do que mulheres em suas populações. Em compensação, todos os municípios com mais de 500 mil habitantes têm mais mulheres do que homens.

Agência Estado
Popolação brasileira está ficando mais velha
A população brasileira também está ficando mais velha. Exemplo disso é o grupo de crianças de 0 a 4 anos do sexo masculino que representava 4,9% da população total em 2000, enquanto o feminino representava 5,7%. Em 2010, estes percentuais caíram para 3,7% e 3,6%. Simultaneamente, a população com 65 anos ou mais, que era de 5,9% em 2000, chegou a 7,4% em 2010.

O Censo também fez o levantamento do número de domicílios do País. Foram visitados 67,5 milhões de domicílios, mas apenas 83,7% deles estavam ocupados. Como um todo, o número de domicílios particulares ocupados evoluiu de 45 milhões para 56,5 milhões, revelando uma variação de 25,6%, bem maior que o crescimento da população na época (12,3%). Isso também contribuiu para a queda da densidade domiciliar brasileira, que indica que cada domicílio tem em média 3,3 habitantes, menos que os 3,8 de 2000.

O IBGE também encontrou 6,1 milhões domicílios vagos. Já os domicílios de uso ocasional são 3,9 milhões. Por último, o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores) foi de 110mil.

Iniciado em 1º de agosto de 2010, os 191 mil recenseadores percorreram os 5.565 municípios brasileiros até o dia 31 de outubro do mesmo ano para concluir o levantamento.

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