A quase um mês de completar um ano do maior acidente da aviação brasileira, parentes e amigos das vítimas do vôo JJ 3054 da TAM se reuniram ontem no aeroporto de Congonhas para trocar os tapumes pretos que circulam o terreno onde ficava o prédio da TAM Express, na zona sul de São Paulo, por uma pintura de um céu estrelado 201 vezes. “Resolvemos pintar 201 estrelas, ao invés de 199 que é o número oficial de vítimas, porque tinha 2 mulheres grávidas no vôo”, disse a Ana Behs.

“Aquele é um lugar especial, estamos lutando para a construção de um memorial. Mas enquanto não saí, decidimos transformar aquele preto em azul”.

Em cada desenho branco de uma estrela, um arranjo de flor de mesma cor foi colocado para representar cada um dos mortos no início da noite de 17 de julho de 2007, quando o jato que viajava de Porto Alegre para São Paulo se chocou contra o prédio depois de derrapar na pista.

Após prestar a homenagem, o grupo seguiu, com faixas com os nomes das vítimas, para o check in da TAM e permaneceu lá por meia hora para chamar a atenção das pessoas. “Já nos basta o que nos aconteceu, não nos torturem mais com a espera da conclusão do inquérito”, disse Ana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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