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Painel do Senado pede que EUA rejeitem acordo desigual em Doha

WASHINGTON (Reuters) - Senadores norte-americanos representantes do setor agrícola nos EUA alertaram a administração Bush na sexta-feira que não apoiarão um acordo mundial de livre-comércio que implique em uma redução de subsídios mais intensa que a abertura dos mercados estrangeiros aos produtos agrícolas do país. As reduções nos incentivos domésticos e que distorcem o comércio devem ser acompanhados de acesso real e de magnitude comparável aos mercados, oferecendo ganhos para a agricultura norte-americana, afirmou o presidente do comitê agrícola do Senado dos EUA, Tom Harkin, de Iowa, e outros 16 membros do painel em uma carta.

Reuters |

'Qualquer coisa menor não receberá o nosso apoio. ... Se vocês receberem um texto desigual, pedimos que o rejeite em favor da continuidade das negociações', acrescentou o grupo em um comunicado para Susan Schwab, representante de Comércio dos EUA.

A carta foi enviada pouco antes de uma reunião em Genebra que tentará avançar nas negociações da Rodada de Doha, que duram mais de sete anos. Foi pedido que os negociadores cheguem a um acordo sobre fórmulas para a redução dos subsídios e das tarifas.

Muitos acreditam que a rodada pode ser congelada por anos caso esta fase fracasse.

Qualquer acordo formalizado pela Casa Branca precisa ser aprovado pelo Congresso dos EUA, o que força os negociadores a prestar atenção às demandas dos congressistas.

Nesta semana, os grupos agrícolas enviaram uma carta similar para o presidente norte-americano, George W. Bush, afirmando que as propostas atuais solicitam um corte nos subsídios maior do que o retorno que receberiam com as novas oportunidades de exportação.

(Por Doug Palmer)

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