Em cartas, casal diz que é inocente http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/17/frauda_e_toalha_com_sangue_complicam_casal_1277426.htmlFralda e toalha tinham vestígios de sangue" / Em cartas, casal diz que é inocente http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/17/frauda_e_toalha_com_sangue_complicam_casal_1277426.htmlFralda e toalha tinham vestígios de sangue" /

Pai e madrasta depõem nesta sexta como principais suspeitos da morte de Isabella

SÃO PAULO - O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá vão prestar depoimento às 10h30 desta sexta-feira no 9º Distrito Policial do Carandiru. Alexandre e Anna Carolina, pai e madrasta de Isabella Nardoni, vão depor como principais suspeitos do assassinato da menina que caiu do sexto andar do prédio onde eles moravam no dia 29 de março. Nesta sexta, dia 18, Isabella faria 6 anos. A defesa: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/03/em_cartas_pai_e_madrasta_de_isabella_afirmam_inocencia_1257049.html target=_topEm cartas, casal diz que é inocente http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/17/frauda_e_toalha_com_sangue_complicam_casal_1277426.htmlFralda e toalha tinham vestígios de sangue

Carolina Garcia, do Último Segundo |

Reprodução
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Polícia está próxima de conclusão do caso

Nesta quinta-feira, a polícia montou uma grande infra-estrutura com o objetivo de abrigar a imprensa e afastar curiosos durante o depoimento do casal.

O aparato contará com 100 cadeiras para os jornalistas, grades, duas tendas e quatro banheiros químicos. A rua também será fechada para o tráfego de veículos. Será permitida apenas a entrada de jornalistas e dos moradores da região.

Moradores reclamam do "circo que está sendo armado"

Os moradores da rua dos Camarés, localizada na zona norte de São Paulo, reclamam da falta de orientação sobre os procedimentos que deverão ser tomados para entrarem em suas casas durante a movimentação prevista para esta sexta-feira.

"É uma vergonha instalar um circo armado para um assassino. O que ele merecia é o que todo pobre merece, ser julgado como cidadão comum, sem show", disse a dona de casa, Marisa Bíscaro, de 56 anos, que mora em frente ao Distrito Policial.

No entanto, alguns moradores se sentem privilegiados em acompanhar mais de perto o desenvolver do caso. A recepcionista Samara Navarro, de 33 anos, diz que lamenta não poder acompanhar o depoimento do casal pois estará no trabalho.

"Gostaria de acompanhar todo o caso amanhã (nesta sexta-feira). Espero que seja revelada toda a verdade e que ele vá direto para a cadeia", disse a recepcionista vizinha da delegacia.

Pai confia na inocência de Alexandre

Antonio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, afirmou nesta quinta-feira que se o filho fosse culpado pela morte da menina Isabella Nardoni, ele o teria denunciado e a confissão já estaria assinada.

Antonio afirmou que não teme nada, que está muito "consciente e seguro" e que tem "absoluta certeza que alguém poderia ter entrado no prédio naquela noite. Eles [pai e madrasta] não teriam o menor motivo pra fazer isso. Eles adoravam a menina e ela os adorava. Ela sempre quis, inclusive, morar com eles".

/NILTON FUKUDA
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Protesto pede que caso seja esclarecido
Ainda nesta quinta, um grupo de pessoas causou tumultos diante da casa de Antônio Nardoni, que acabou chamando a polícia para conseguir conter os protestos. Os manifestantes colaram cartazes no portão da casa, que fica no bairro Tucuruvi, na zona norte de São Paulo, em que acusavam o pai e a madrasta da menina Isabella de "assassinos" e pediam "justiça".

Exagero em depoimento

Mais cedo, na chegada à delegacia, Antonio Nardoni afirmou que a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, pode ter exagerado em seu depoimento . Para ele, foi um depoimento de uma pessoa em um momento muito ruim.

Antonio acompanhou a mulher, Maria Aparecida Alves Nardoni, em seu depoimento no 9º Distrito Policial, onde correm as investigações. Ele apontou algumas contradições nas falas de Ana Carolina e disse que a família Nardoni está abalada.

O caso

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Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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