Pai e madrasta de Isabella não vão fugir, diz advogado

O advogado Ricardo Martins afirmou hoje que seus clientes, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, indiciados pela morte de Isabella Nardoni, permanecem na casa da família Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo e descartou a hipótese de o casal deixar o Estado ou o País.

Agência Estado |

"É especulação. O casal não vai fugir e, assim que convocado, comparecerá a todos os atos processuais", afirmou Martins ao deixar o 9º Distrito Policial (DP), na zona norte da capital paulista, acompanhado pelo advogado Rogério Neres de Sousa.

AP
asasasasas
Isabella morreu há um mês em São Paulo
A dupla não informou o que foi fazer na delegacia que apura o caso Isabella. Reportagem do jornal O Globo afirma que o Ministério Público de São Paulo está investigando informação de que o pai e a madrasta de Isabella estariam planejando viajar para fora do Brasil. O casal já foi indiciado pela morte da menina, ocorrida no dia 29 de março.

Inquérito

Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que o inquérito referente à investigação da morte da menina Isabella Nardoni será entregue hoje, até o final da tarde, para o Ministério Público Estadual (MPE). O promotor que acompanha o caso, Francisco Cembranelli, vai encontrar-se à tarde com a delegada-assistente do 9º Distrito Policial (DP), Renata Pontes e, juntos, ele seguirão para o Fórum de Santana. Cembranelli disse ontem que pretende anunciar sua decisão, de encaminhar denúncia à Justiça ou arquivar o inquérito, na próxima segunda-feira.

Ontem, os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes passaram o dia todo debruçados sobre as 950 páginas do inquérito policial. Amanhã termina o prazo de 30 dias corridos para a conclusão do inquérito. Calil Filho e Renata resumem cerca de 100 páginas de laudos periciais, o conteúdo de 64 depoimentos e as conclusões da polícia em relatório, com cerca de 20 páginas. Eles podem pedir também a prisão preventiva do casal, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, já indiciados pelo crime. Isabella foi asfixiada e jogada pela janela do 6º andar do edifício Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo, dia 29 de março.

Internautas são a favor de penas mais rígidas

Indigado com o assassinato da menina Isabella Nardoni, o senador Magno Malta (PR-GO) anunciou que vai apresentar uma proposta no Senado para acabar com os benefícios de redução de pena que têm direito réus primários no caso de crimes contra crianças.

Enquete realizada pelo Último Segundo nesta segunda revela que 89% dos internautas concordam que réus primários devem perder os benefícios em caso de crimes contra crianças. Participaram da consulta, realizada somente entre internautas e sem valor de amostragem científica, 1169 leitores.

Reconstituição dura sete horas

Neste domingo, participaram dos trabalhos de reconstituição do crime quatro peritos criminais, dois médicos legistas, dois fotógrafos e dois desenhistas.

Por volta das 10h, os peritos refizeram o trajeto que Alexandre Nardoni alega ter feito na noite do crime para cronometrar o tempo. Eles saíram do carro na garagem do prédio, subiram até o apartamento, no 6° andar, foram até o quarto onde Alexandre afirma ter colocado Isabella, trancaram o apartamento e retornaram para a garagem.

De acordo com informações do Instituto de Criminalística (IC), porém, nada foi fotografado, tudo foi feito apenas para checagem de tempo e somente esta ação considerou o depoimento do pai e da madrasta de Isabella.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a versão de Alexandre e Anna Carolina não foi plenamente simulada, como anteriormente previsto, porque eles optaram por não participar da reconstituição. Os investigadores iria contrapor as versões da polícia e do casal para avaliar tecnicamente o que, na prática, é plausível que tenha acontecido na noite do crime. Com a ausência do casal, no entanto, apenas a versão da polícia foi considerada.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

*Com informações da Agência Estado

MAIS NOTÍCIAS SOBRE O CASO:

VÍDEOS DO CASO ISABELLA

Laudos

Depoimentos

Prisão

Reprodução

Isabella em vídeo

OPINIÃO

Leia mais sobre: caso Isabella

    Leia tudo sobre: isabella

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG