Pai e madrasta de Isabella devem depor de novo nesta sexta-feira

SÃO PAULO - A polícia deverá tomar nesta sexta-feira novos depoimentos do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, 5 anos, que caiu do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo no Sábado à noite.

Agência Estado |

Os dois estão presos preventivamente , em celas isoladas, por proteção. O isolamento foi uma precondição exigida pelos advogados do casal para que se apresentasse à polícia, atendendo ordem judicial.

A polícia aguarda também o resultado de novos laudos levantados no carro de Alexandre e no apartamento do casal. Agora, as autoridades buscam ouvir moradores e até vizinhos que possam dizer quem eventualmente pode ter subido ao 6º andar ou saído do prédio no dia em que Isabella morreu.

Anna Carolina está no 89º Distrito Policial, no Morumbi, zona sul da capital paulista, e Alexandre, no 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, centro de São Paulo. Até as 8 horas, Anna Carolina ainda esperava pelo café da manhã. Ontem, Alexandre se recusou a jantar e hoje cedo já havia recebido o café da manhã. As autoridades estão procurando respeitar a decisão judicial que colocou o caso sob sigilo.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado vinha afirmando que Nardoni e Anna Carolina não eram suspeitos.

(com informações da Agência Estado)

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