Pai de Eloá Pimentel será julgado neste sábado acusado de homicídio

O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, Everaldo Pereira dos Santos, pai da estudante Eloá Pimentel, morta pelo namorado em outubro do ano passado, vai a julgamento neste sábado, em Maceió. A data do julgamento foi confirmada nesta sexta-feira pelo juiz Geraldo Amorim, titular da 9ª Vara Criminal.

Agência Estado |

Segundo o magistrado, se não comparecer ao julgamento, Everaldo será julgado à revelia por participação em um duplo assassinato.

O ex-militar está foragido desde o enterro da filha, em Santo André, no ABC paulista. Everaldo é acusado de participação na execução a tiros do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), e de seu motorista, Antenor Carlota.

O crime ocorreu na noite de 9 de outubro de 1991. O delegado e seu motorista foram metralhados dentro do carro, na frente da casa da sogra de Lessa, na Rua Mem de Sá, no bairro de Bebedouro.

Everaldo nega participação na morte de Ricardo Lessa, para quem já trabalhou como segurança, mas nos autos do processo há fortes indícios sobre a sua participação no crime.

Na época, Lessa estava investigando um assassinato, ocorrido dentro da Unidade de Emergência - o principal Pronto-Socorro de Maceió, atribuído ao grupo liderado pelo ex-tenente coronel Manoel Cavalcante, para quem Everaldo trabalhava. Conforme consta nos autos, Ricardo Lessa teria mandando um recado a Cavalcante por Everaldo: "Diga a seu chefe que assuma o crime do pronto Socorro, porque, se ele sabe matar, eu também sei".

De acordo com o juiz, o julgamento está previsto para ter início às oito horas. Além de Everaldo, figuram como réus no processo o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, Valdomiro dos Santos Barros, Valmir dos Santos, Everaldo Pereira dos Santos, José Carlos de Oliveira, José Luiz da Silva Filho, Aderildo Mariz Ferreira, Cicero Felizardo dos Santos, Edgar Romero de Morais Barros. Contra Everaldo consta, inclusive, um mandado de prisão em aberto datado de 21 de julho de 2008, expedido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim.

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