Paes suspende pagamento de obra de Cesar Maia

O novo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), tomou posse ontem com um pacote de decretos para apagar as marcas do antecessor, Cesar Maia (DEM), ex-padrinho político e atual desafeto. No Diário Oficial de ontem, Paes suspendeu a execução dos contratos e pagamentos relacionados à construção da Cidade da Música, obra mais polêmica de Maia, inaugurada inconclusa há uma semana, a um custo superior a meio bilhão de reais.

Agência Estado |

Cumprindo promessa de campanha, Paes decretou o fim da aprovação automática do sistema de ciclos nas escolas municipais. Paes também adotou medidas para um ajuste orçamentário de R$ 1,5 bilhão: todos os recursos destinados a investimentos e despesas do governo anterior foram contingenciados e despesas com cargos de confiança foram cortadas em 30%.

A equipe terá ainda de rever contratos e convênios, com a meta de alcançar redução de pelo menos 20% nos que forem mantidos. O prefeito fixou o objetivo de fazer pelo menos 75% das licitações de 2009 por pregão eletrônico. Até o telefone, que custou à prefeitura cerca de R$ 40 milhões em 2008, é alvo de um plano de racionalização.

Outro lado

Ao comentar a atitude do novo prefeito da capital fluminense, Maia voltou ontem a comparar as críticas que tem recebido do sucessor por causa da Cidade da Música com as levantadas em torno da construção de Brasília. Ele disse que já esperava a auditoria.

“É natural tentar afastar do autor uma obra apoteótica como essa. Mas seria como Brasília: apenas se perde tempo”, afirmou o ex-prefeito do Rio, por e-mail. Ele também refutou outra declaração de Paes, que na cerimônia de posse se queixou de falta de acesso à situação orçamentária do município. Segundo Maia, os dados estavam disponíveis na internet e foram divulgados em sua newsletter. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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