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Paes libera farofa no réveillon de Copacabana

RIO DE JANEIRO - A farofa está liberada na Praia de Copacabana. Um dia após o anúncio da lista de restrições para a participação do público no réveillon deste ano na orla da cidade, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) flexibilizou o choque de ordem e disse hoje que fazer uma farofinha organizada não tem problema nenhum.

Agência Estado |

Ele relatou ter conversado com os secretários responsáveis pelo organização da festa para "dar uma acalmadinha nessa história".


Funcionário faz os últimos preparativos para a festa no Rio / AE

Na véspera, a prefeitura havia anunciado a proibição de copos e garrafas de vidro (exceto de espumantes), churrasqueiras e vendedores não cadastrados na orla. "Uma boa farofinha o prefeito autoriza. Cervejinha e farofinha é sempre bom", declarou Paes, quando indagado sobre o veto ao tradicional churrasquinho. Pouco antes, o secretário municipal de Turismo, Antonio Figueira de Melo, havia declarado que "nenhuma cidade olímpica admite churrasquinho na areia".

Festa

Paes visitou hoje o palco principal da festa, em frente ao Copacabana Palace, com o norte-americano Scott Givens, responsável pela produção artística. Segundo Givens, o show de fogos terá, pela primeira vez, 18 mil efeitos. A Praia de Copacabana recebeu 50 torres de som, em vez das 39 inicialmente previstas. Já o número de balsas onde serão colocados os fogos será menor: nove em vez de 15.


Fogos são posicionados nas areias de Copacabana / AE

Parafraseando o presidente Lula, Paes disse acreditar que "nunca antes na história dessa cidade se fez um réveillon tão legal". "A gente vai ter um réveillon de muita qualidade, o que não temos há muito tempo, com fogos especiais e som perfeito."

Cobra Coral

A previsão, porém, é de chuva para o dia 31. Por isso, a prefeitura convidou a médium Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, para participar da festa da virada e, segundo o secretário de Turismo, "trabalhar para desviar as nuvens de Copacabana".

"Aqui tem que ter Adelaide, Iemanjá, já falei com o padre Lino e um pastor amigo meu. Vamos orar para todos os santos", disse Paes. "O réveillon do Rio tem a ver com esse misticismo, com a diversidade e esse monte de crenças. Todo mundo tem que vir para a praia e fazer uma farofa saudável e organizada, curtir a família."

A festa custará R$ 17 milhões: a prefeitura bancou R$ 2 milhões e os outros R$ 15 milhões foram patrocinados por cinco empresas (Petrobras, Embratel, Bradesco, EBX e Coca-Cola).

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