Paes lançará pacote para cortar gastos, diz secretário

Em seu primeiro dia de governo, o novo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), baixará um pacote para conter gastos e ajustar o Orçamento da cidade em no mínimo R$ 700 milhões, anunciou hoje o futuro secretário municipal da Casa Civil, deputado estadual Pedro Paulo Carvalho (PSDB). Esse valor corresponde ao nosso cálculo de superestimativa de receita pelo atual prefeito.

Agência Estado |

É preciso ajustar isso em um primeiro momento, por isso o pacote irá desde a diminuição dos cargos comissionados até a redução do custeio", disse Carvalho.

"Vamos fazer um esforço nas gorduras acumuladas em 16 anos de governo", disse ele, aludindo ao ciclo do prefeito Cesar Maia (DEM), iniciado em com sua primeira eleição, em 1992. A medida foi anunciada no mesmo dia da apresentação de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre as finanças do município de 2001 a 2007, que apontou "a deterioração da situação financeira" da prefeitura da capital fluminense e sugeriu que "medidas amargas poderão ser necessárias".

Ao apresentar o estudo, o professor Armando Cunha, da FGV, disse que "o futuro é incerto" em relação à economia da cidade. "Houve um aumento da despesa corrente com gasto de pessoal, que absorve 70% da receita, em um ritmo muito superior ao da arrecadação. Além disso, equipamentos como a Cidade da Música devem aumentar os gastos do Município com a manutenção", disse Cunha.

Outro lado

Por e-mail, o prefeito Cesar Maia respondeu que os pesquisadores "certamente estão trabalhando com dados equivocados". Ele negou que os investimentos na Cidade da Música tenham superado os da saúde e da educação. "Se procurarem um contato direto, conhecerão os números; 2007 foi ano do Pan, por isso o esforço de despesa inteiramente - e automaticamente - ajustado após o Pan", respondeu.

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