Padre liga pedofilia a homossexualismo e PT

Luiz Lodi, da Diocese de Anápolis (GO), diz que bandeiras defendidas pelo governo Lula estimulam o ¿círculo vicioso¿ da pedofilia

Severino Motta, iG Brasília |

O padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, da Diocese de Anápolis (GO), enviou a fiéis e pessoas ligadas à Associação Pró-vida, entidade da qual é presidente, um informativo imputando os recentes casos descobertos de pedofilia nas igrejas ao homossexualismo. O padre seguiu a linha do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que em abril alegou ser a homossexualidade, e não o celibato, a responsável pelos abusos. O religioso ainda afirmou que as políticas adotadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva “constituem um grande serviço” para a difusão da pedofilia, e que o quadro tende a piorar se o PT vencer as eleições.

Em seu artigo, intitulado “Pedofilia e homossexualismo: de mãos dadas (é incoerente combater um sem combater o outro)”, o padre diz que “homossexualismo e pedofilia estão de tal modo entrelaçados que é difícil, até no plano dos conceitos, separar um do outro”.

Para ele, “a explosão de escândalos de pedofilia nas últimas décadas coincide não com a adoção do celibato pelo clero (que já é bimilenar), mas com uma invasão de homossexuais aos seminários, nem sempre reprimida devidamente pelos reitores. Se o homossexualismo for erradicado dos seminários, os casos de pedofilia sofrerão uma enorme redução”.

Após dizer que a “pedofilia e o homossexualismo se alimentam mutuamente, em um círculo vicioso”, o padre diz que o governo Lula, “mais do que qualquer outro”, promove o homossexualismo e combate a castidade, o que seria “um grande serviço à difusão da pedofilia”.

Luiz Carlos Lodi conclui seu texto dizendo que “infelizmente, o Superior Tribunal de Justiça no dia 27 de abril de 2010 reconheceu a adoção de duas crianças por uma dupla de lésbicas. A situação tende a piorar se – Deus não o permita! – o Brasil for submetido a um novo governo do Partido dos Trabalhadores”.

Padre

A reportagem foi informada por funcionários da Associação Pró-vida que o padre Luiz Carlos Lodi não iria se manifestar sobre seus textos – também publicados no site da entidade – devido a falta de tempo.

PT

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que seu partido não vai dar “resposta a idiotas” e evitará comentar o assunto. "Se eu falar sobre isso o padre ganha palanque", pontuou.

O vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), por sua vez, disse que posições radicais no campo das liberdades pessoais não são positivas para o debate. Ainda falou que tais temas não são prioritários na agenda nacional.

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