SALVADOR - O Ministério Público da Bahia denunciou, nesta terça-feira, o padre C.P. e o ex-diretor da Organização de Auxílio Fraterno (OAF) M.P.S. por suspeita de explorarem seuxalmente crianças e adolescentes.

A OAF é uma entidade não-governamental sediada em Salvador que teria por finalidade oferecer abrigo e promover a educação de crianças e adolescentes. No entanto, de acordo com o MP, de 2000 a 2008, diversas crianças foram submetidas à exploração sexual, muitas vezes mediante a promessa de recompensas.

Um dos internos relatou à Justiça que era colocado para dormir nu pelo padre italiano e tinha os órgãos genitais apalpados e a boca beijada.

Outro adolescente disse que o ex-diretor M.P.S. prometia-lhe recompensas para que fizessem sexo oral.

A denúncia foi oferecida à Justiça pela titular da Promotoria Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente, promotora de Justiça Sandra Patrícia Oliveira. Segundo o Ministério Público, se condenados, os suspeitos podem pegar de quatro a dez anos de reclusão.

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