Padre diz que há mortos e chineses feridos no Suriname

Há mais de cem pessoas recebendo atendimento especial em Albina, a 150 quilômetros de Paramaribo, no Suriname, onde ocorreu um violento ataque na quinta-feira à noite, véspera de Natal. Entre essas ajudas, estão abrigo, alimentação e cuidados médicos.

Agência Estado |

Em entrevista à Agência Estado , o padre José Vergílio, diretor da Rádio Katolica, do Suriname, afirmou que a maioria é brasileira, mas há também chineses, peruanos, dominicanos e colombianos. Padre José estima que haja pelo menos 91 feridos, sendo 30 chineses e 60 brasileiros. Ele também reafirmou que tem a informação de que há 7 mortos, sendo 3 brasileiros, 1 surinamês e outros 3 de nacionalidade não-informada.

As vítimas do ataque estão instaladas em hotéis e outros locais providenciados pelo governo do Suriname e recebem atendimento do Exército, da rádio e também de outros voluntários. "O governo surinamês prestou ajuda a essas pessoas desde o primeiro momento e já pediu desculpas formalmente aos brasileiros", afirmou o padre.

O padre confirmou que houve grande violência contra os brasileiros e que há vários relatos de estupro contra mulheres. "Foi muito grave, há relatos terríveis", afirmou. Ele afirmou que o assassinato de um morador local da etnia marron por um brasileiro pode ter sido a "gota d'água" para o conflito e que o clima de tensão na região é intenso.

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