Padrasto de criança com agulhas é localizado na BA

O padrasto do menino de 2 anos que foi encontrado com mais de 40 agulhas dentro do corpo, Roberto Carlos Magalhães Lopes, foi localizado pela polícia de Ibotirama (BA). Ele chegou a passar mal, foi atendido e encaminhado à delegacia, onde prestará depoimento.

Agência Estado |

Lopes estava desaparecido desde a manhã de ontem. O suposto envolvimento do padrasto com rituais de um tipo de magia negra é a principal linha de investigação da delegacia para tentar explicar como os objetos foram parar dentro do corpo da criança. O caso está sendo tratado como tentativa de homicídio.

A suspeita de que o menino teria sido vítima de rituais de magia negra surgiu depois que a mãe da criança, a doméstica Maria Souza Santos, disse que o atual marido "tinha envolvimento com uma mulher" que fazia rituais de quimbanda, também conhecida como macumba, tipo de magia negra relacionada a religiões de origem africana. O depoimento foi acompanhado por relato de que, na casa da família - onde moram o casal, seis filhos e a mãe de Maria -, vêm sendo encontrados artigos relacionados à quimbanda, como garrafas de cachaça.

Segundo o diretor médico do Hospital do Oeste, em Barreiras, Luiz César Soltoski, foram mapeadas até agora 42 agulhas dentro do corpo da criança. Duas perfuraram o pulmão e uma está localizada dentro do fígado. O menino está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu estado de saúde é considerado grave, mas estável. Foi colocado um dreno no pulmão da criança para a retirada de sangue do órgão. Ele está consciente, conversa e reclama de dores no peito. Quando perguntado sobre quem inseriu as agulhas, ele não responde e chora, segundo integrantes da equipe médica.

De acordo com Soltoski, a equipe aguarda a melhora do paciente para definir se e quando algumas agulhas seriam retiradas. "Ainda não avaliamos a necessidade real de cirurgia", diz Soltoski, que informa não haver reações infecciosas resultantes da inserção dos instrumentos no corpo. "Com a melhora do quadro pulmonar, vamos fazer um estudo mais aprofundado e um planejamento melhor sobre quais agulhas devem ser retiradas, mas o procedimento seria muito arriscado, porque teríamos de abrir o tórax. O próprio organismo tem a capacidade de isolar os corpos estranhos."

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